Alterações de Fala de origem Muscoloesquelética

8674 palavras 35 páginas
Capítulo de nº 25 publicado no Livro:
TRATADO EM FONOAUDIOLOGIA DA SBFa em 2004
Editora: ROCA LTDA

ALTERAÇÕES DE FALA DE ORIGEM MUSCULOESQUELÉTICA
Dra. Irene Queiroz Marchesan
Diretora do CEFAC – Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica
Titulação: Doutor em Educação pela UNICAMP Universidade de Campinas
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INTRODUÇÃO
Podemos estudar aspectos da fala separadamente da linguagem? Tenho escutado esta pergunta todas as vezes que inicio um curso sobre fala. Para mim, que sempre trabalhei com diferentes alterações de fala, sendo todas decorrentes de alterações anatômicas e ou funcionais da face ou da boca e de suas estruturas, a resposta sempre foi sim. No entanto, intrigada com esta pergunta procurei saber como outros profissionais, principalmente de outros países, trabalhavam com a fala e suas alterações, e se os mesmos avaliavam e tratavam a fala independente da linguagem. Para a surpresa de todos nós, soubemos que todas as alterações de fala de origem neurológica, que não tenham afetado a linguagem do indivíduo, assim como todas as alterações de fala de origem muscular e também as decorrentes das alterações do sistema esquelético, sempre são tratadas como problemas da fala, independentes da linguagem, uma vez que, este tipo de alteração, de forma geral, não afeta a linguagem do indivíduo. Outro aspecto interessante foi observar que muitas faculdades americanas de Fonoaudiologia têm parte do seu currículo voltado para o estudo das alterações da fala decorrentes das alterações neurogênicas ou músculo-esqueletais, além é claro, do estudo das alterações da fala decorrentes dos problemas fonológicos. Observamos ainda, pela literatura levantada para este capítulo, cerca de

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