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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ECONOMIA

Apresentação.

Entre as muitas formas de estudarmos a sociedade, uma procura observar como as pessoas agem individual e coletivamente, para se suprirem dos bens que atendam suas necessidades. Esse é o mundo da economia. Nele, a primeira constatação é a de que os bens são sempre insuficientes para atender nossas necessidades. As necessidades humanas sãopermanentes e os fins que perseguimos dependem sempre de bens que estão fora de nós mesmos. O “eu” e o “nós”, ou seja, o sujeito individual e o coletivo retiram do ambiente os fatores que os tornam íntegros em relação a si mesmos e os impelem para os misteriosos desígnios dos fins humanos.
Na medida em que a necessidade é uma constante da condição humana, tudo indica que somos “iguais”. Mas, à medidaem que as diferenças biogenéticas, pessoais, grupais, comunitárias e nacionais nos fazem “eus” e “nós” diversamente dotados de bens, passamos a ser “diferentes” em nossas necessidades (e em nossas relações sociais). Esse o crucial problema de nossa época. Crucial, não porque só agora existam diferenças na acumulação de recursos em torno de indivíduos, grupos ou classes sociais (e, em perspectivamundial, em torno das nações) mas porque nossa época se “conscientizou” (para julgar o jargão em voga) de que a distribuição de bens (e consequentemente de recursos) anda muito injusta para ser aceita com razoável naturalidade. A moderna tecnologia cibernetizada (e portanto automatizada, auto-reprodutora, retroalimentadora, etc) amplia o fosso entre os que tem “muito” e os que tem “muito pouco”. Éassim que os recursos vão se acumulando de um lado e a falta de recursos de outro. É preciso agirmos com rapidez, corrigindo excessivas acumulações de recursos e/ou de necessidades.
Numa sociedade como a brasileira em que os vergonhosos indicadores sociais não encontram nenhuma justificativa frente ao invejável potencial econômico do País, o fosso entre abastados e miseráveis torna-se aindamais visível. Isto nos desacredita além fronteiras e nos coloca na condição de “interlocutores menores” nas discussões internacionais. Uma nação que não avança na resolução de suas desigualdades sociais internas logicamente não consegue exprimir confiabilidade e credibilidade ao posicionar-se frente às pendências análogas externas.
Esse trabalho, despretencioso em termos de profundidade analítica,é uma coletânea de textos, conceitos e manifestações didáticas de vários autores da literatura econômica, notadamente os mais conhecidos e adotados em nossos cursos de Introdução à Economia, e tem como único objetivo “facilitar” a compreensão dos conteúdos básicos dessa disciplina. Trata-se, portanto, de um trabalho de pesquisa bibliográfica sem pretensão de originalidade ou ineditismo. Bomproveito.

O que é “uma economia”
Às vezes falamos da “economia brasileira” ou “mexicana” ou “européia”, etc. O que isso quer dizer? – Referimo-nos a um conjunto de mercados, inter-relacionados entre si – incluídos os mercados de trabalho, de bens de capital, de ativos financeiros etc. – organizados de forma livre, centralizada, planificada ou mista. Incluem-se também atividades alheias ao mercado,como as administrações públicas, as instituições sem fim lucrativo (hospitais, escolas, instituições de beneficência) e, evidentemente, as unidades elementares (famílias e empresas), com frequência associadas (sindicatos, associações patronais etc.).

O Conceito de Economia
A expressão Economia tem origem nas palavras gregas oikos, que significa: casa, fortuna, riqueza, etc. e nomos quepode ser traduzida por: lei, regra, administração, etc. Não é por outra razão que Santo Tomás de Aquino (1227-1274) um dos maiores gênios da idade média e o maior filósofo da Igreja, dizia que ecônomos eram aqueles que administravam os bens, as rendas e as despesas da casa ou do lar. Ainda hoje encontramos pessoas encarregadas da administração de certos estabelecimentos da igreja, isto é, os...
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