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Artigo aborda adroga crack como uma questão de saúde pública
Publicado em maio 3, 2010 por HC

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Tags: drogas
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nunca experimente o crack

Em fevereiro deste ano, a Junta Internacional de Fiscalização a Entorpecentes (Jife) — órgão
ligado à Organização das Nações Unidas (ONU) — divulgou seu relatório anual sobre o perfil de
consumo e tráfico de drogas em2009. O abuso de drogas ilícitas na América do Sul vem
aumentando, enquanto na Europa e na América do Norte a tendência é de queda (em 2008,
foram aprendidas 19,5 toneladas de cocaína e, em 2009, 21,5 toneladas, um aumento de 15%
em relação ao ano anterior, superando inclusive o México, com 19,3 toneladas) neste tipo de
flagrante.

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Ainda segundo a Jife, o Brasil ocupa o terceirolugar no ranking de maior consumidor mundial
dessa droga e tem a principal rota de tráfico internacional no Cone Sul. O relatório também
apontou preocupação quanto à mudança do perfil do consumo no país. Há cada vez menos uso de
drogas injetáveis e mais da cocaína fumada, conhecida como crack (nome devido ao som que é
produzido quando a substância é consumida nos cachimbos). Essa tendência jáera percebida na
década de 1990, de acordo com artigo publicado na Revista da Associação Médica Brasileira
(volume 43, nº 1, jan/mar de 1997) que revelava que a porcentagem de pacientes que relataram
uso do crack havia aumentado de 17%, em 1990, para 64%, em 1993, em dois ambulatórios na
cidade de São Paulo.
De acordo com o coordenador de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério daSaúde,
Pedro Gabriel Delgado, o crack é menos utilizado que a maconha e a cocaína aspirada, mas o
problema, diz, não reside na magnitude do número total de casos, e sim na gravidade dos
quadros de consumo da droga. O uso no mês — resposta à pergunta “nos últimos 30 dias você
usou a substância tal?” — é de 0,4% para a cocaína e 0,1% para o crack, na população de 12 a
65 anos, em 2005, revelamdados do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas
Psicotrópicas, da Unifesp. Pedro Grabriel explica que o consumo do crack — resultado de uma
mistura de cristal de cocaína ou pasta base ou cocaína em pó (cloridrato de cocaína e
adulterantes), água e bicarbonato de sódio — tem pelo menos dois fatores de risco: a
dependência e a vulnerabilidade dela decorrente, que fazem dessa droga graveproblema de
saúde pública e enorme desafio para o governo brasileiro.
Crack tem cura
A dependência caracteriza-se não só pela incapacidade de se interromper o uso no momento
desejado e a necessidade de se usarem doses cada vez maiores para obter os mesmos
resultados, como pelos efeitos físicos e psíquicos causados pela abstinência. “Sabe-se que o crack
causa dependência muito rápida e intensa e,por ser droga ilícita, distribuída em um cenário de
marginalidade e violência, geralmente se associa a um contexto de extrema vulnerabilidade
social”, analisa Pedro Gabriel.
A gravidade e a intensidade dos problemas gerados pelo consumo da droga não devem ser vistos,
no entanto, como sinônimos de uma situação irreversível para os usuários. A dependência do
crack não é algo incurável, afirmaPedro Gabriel. Ao contrário, há resultados extremamente
positivos entre os que se submetem a tratamento. “O importante é que a intervenção não tenha
olhos apenas para o uso da droga, mas para a vida dos sujeitos afetados, sua marginalização e
vulnerabilidade”, orienta.
O uso do crack, em geral, está associado ao consumo de álcool e à exposição ao ambiente
insalubre e inóspito das ruas e...
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