Alergia alimentar

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Introdução


Segundo WEFFORT & LAMOUNIER (2009) a alergia alimentar é a reação adversa ao componente proteico do alimento e envolve mecanismos imunológicos, comumente caracterizados por reações entre antígenos e anticorpos ou entre antígenos e linfócitos sensibilizados. Desenvolve-se em indivíduos geneticamente predispostos, quando se expõem aos alérgenos de diferentes gruposalimentares.

A imunidade é a capacidade do organismo de reconhecer substâncias, considerá-las estranhas e promover uma resposta contra elas, tentando eliminá-las. (FORTE, 2004)

As reações imunológicas mais envolvidas são:

mediadas por IgE ou hipersensibilidade imediata;

mediadas por células ( linfócitos Th1 e macrófagos) ou hipersensibilidade tardia.

Essas reações provocamaparecimento de sintomas em minutos ou de 24 a 72 horas após a exposição ao alimento. As crianças parecem ser o alvo principal das reações, com incidência de 10%, enquanto os adultos apresentam incidência de apenas 3%. As crianças de até 3 anos de idade representam a faixa etária mais acometida. Estudo recente na França demonstrou prevalência de 4% em crianças entre 2 e 5 anos de idade, 6,8% entre 6e 10 anos de idade e 3,4 entre 11 e 14 anos de idade.

A alergia alimentar (AA) está praticamente associada à proteína do leite de vaca, de alto potencial alergênico, e constitui uma das reações adversas mais comuns na infância, pois é o alimento mais usado em substituição ao leite materno em menores de 6 meses de idade. (WEFFORT & LAMOUNIER, 2009).

A incidência varia de 1% a 8%e tem inicio no primeiro ano de vida. A patogênese ainda não foi bem determinada, variando desde reações mediadas por IgE até hipersensibilidade do tipo tardio. Todas as proteínas maiores do leite de vaca são alergênicas. (WAITZBERG, 2004)

De acordo WEFFORT & LAMOUNIER (2009), em países desenvolvidos, estima-se que a alergia à proteína do leite de vaca incida entre 0,5 e 7,5 das crianças,principalmente nos 2 primeiros anos de vida. No Brasil, foram demonstradas incidência de 2,2% e prevalência de 5,7 por inquérito epidemiológico em consultórios de gastroenterologia pediátrica, onde o leite de vaca foi responsável por 77% dos casos suspeitos de alergia alimentar. As proteínas do leite de vaca potencialmente alergênicas são:

betalactoglobulina (62 a 80%);

caseína (60%);lactoalbumina (53%);

albumina sérica bovina (52%).




Fisiopatologia




Segundo WEFFORT & LAMOUNIER (2009) sob condições normais, as proteínas do leite de vaca não são absorvidas intactas, em quantidades significativas, devido a barreira de defesa do trato gastrointestinal, isto é, a barreira de permeabilidade intestinal, constituída por fatores imunológicos e fatores dolúmen e da mucosa intestinal. O aumento da permeabilidade intestinal às proteínas por alteração em um ou mais desses fatores acarreta a passagem de macromoléculas, desencadeando reação imunológica. Durante os 3 primeiros meses de vida, essa barreira não se encontra bem desenvolvida e a introdução de proteínas heterólogas na dieta representa risco potencial ao desenvolvimento de alergia.

Osfatores que desempenham papel importante nas reações alérgicas aos alimentos são genéticos, a flora intestinal e os fatores relacionados ao alérgenos ( tempo, quantidade e frequência de exposição e antigenicidade ). Nas reações imediatas de hipersensibilidade do tipo I, a produção de anticorpos IgE específicos contra alérgenos alimentares tem papel fundamental. Nas outras formas dehipersensibilidade aos alimentos, sugere-se que a predominância de mecanismos do tipo IV, podendo causar respostas anormais de citocinas Th1 – Th2. ( WEFFORT & LAMOUNIER, 2009).

A alergia à proteína do leite de vaca pode ser primária, ocorrendo em crianças de famílias com antecedentes atópicos, ou secundária à problemas digestórios que ocasionam alteração nos mecanismos de defesa do trato digestório,...
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