Agronomia

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Carlos M. G. Reis

Botânica

6. Gimnospérmicas
Sumário Evolução da semente Características gerais das Gimnospérmicas Divisão Coniferophyta Ciclo de vida de Pinus Divisão Cycadophyta Divisão Ginkgophyta Divisão Gnetophyta

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Evolução da semente Uma das mais espectaculares inovações que surgiram durante aevolução das plantas vasculares foi a semente. A semente transporta e protege o embrião, o qual encontra na semente alimento para os primeiros estágios da germinação. A semente representa uma vantagem selectiva relativamente às espécies que se reproduzem por esporos livres. Todas as plantas com semente são heterosporoadas: Produzem microsporos e macrosporos (ou megasporos) que dão origem respectivamenteao microgametófito e ao macrogametófito (ou megagametófito). A semente desenvolve-se a partir do óvulo. O óvulo imaturo corresponde ao megasporângio envolvido por uma ou duas camadas de tecido – os tegumentos.
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A evolução do óvulo implicou (Fig 1- 5): 1) 2) 3) 4) 5) A retenção dos megásporos dentro domegasporângio, que é carnoso e designado nucelo; A redução no número de células mãe de megásporos para um em cada esporângio; Sobrevivência de apenas um dos quatro megásporos em cada megasporângio (óvulo); Formação de um megagametófito muito reduzido, sem vida livre e retido no interior do megasporângio (óvulo); Desenvolvimento do embrião (esporófito jovem) no interior do megagametófito, o qual por sua vez seencontra dentro do megasporângio (óvulo); Formação de um tegumento que envolve completamente o esporângio excepto numa pequena abertura, o micrópilo.
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Figuras 1 – 5. Esquemas representativos do desenvolvimento do gametófito no interior do megasporângio de uma espécie do género Pinus.

Fig. 1

Fig. 2Fig. 3
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Fig. 4

Fig. 5

megagametófito
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Gimnospérmicas (“plantas de sementes nuas”) – Divisões Cycadophyta (cicadófitas) Ginkgophyta (ginkgo) Coniferophyta (coníferas) Gnetophyta (gnetófitas) Característica geral dasgimnospérmicas é a presença de óvulos expostos em folhas carpelares (macrosporófilos) abertas. Com poucas excepções, o gametófito feminino possui vários arquegónios.. Como resultado, mais do que uma oosfera pode ser fecundada e vários embriões podem-se desenvolver no interior do óvulo – poliembrionia. Contudo, na maioria dos casos só um dos embriões sobrevive.

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Nos briófitos e pteridófitos a água é necessária para que os anterozóides móveis e flagelados alcancem e fecundem as oosferas. Nas gimnospérmicas a água não é requerida como meio de transporte dos gâmetas masculinos para que estes atinjam as oosferas. O gametófito masculino parcialmente desenvolvido, o grão de pólen, é transferido (geralmente de modo passivopelo vento) até às vizinhanças de um gametófito feminino Após a polinização o gametófito masculino (grão de pólen) produz uma expansão tubular, o tubo polínico. Ao gametófitos masculinos de gimnospérmicas e angiospérmicas não formam anterídeos. Nas divisões das coníferas e gnetófitas os gâmetas masculinos não são móveis e os tubos polínicos transportam-nos até aos arquegónios.
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Os gametófitos masculinos de cicadófitas e Ginkgo produzem um tubo polínico, este não penetra no arquegónio, funciona sim como um haustório que se nutre do nucelo. O grão de pólen acaba por se romper na vizinhança do arquegónio, sendo libertados gâmetas masculinos (anterozóides) multiflagelados que nadam em direcção à oosfera. Nas...
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