Agente comunitário de saúde: uma ferramenta de mudança no processo de promoção da saúde pública

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1.0 INTRODUÇÃO

Este trabalho tem o objetivo de fazer uma contextualização numa abordagem sobre o processo que vai desde o aprimoramento da assistência à saúde exercida pelo Agente Comunitário de Saúde na atenção primária, até sua relação com a comunidade. Este Agente tem sua representatividade respaldada pela sua própria comunidade. Ele é considerado a peça-chave dentro do Programa Saúde daFamília, que surgiu devido à observação de grandes índices de morbi-mortalidade na região norte e nordeste, que foram pioneiras desde 1994, e somente a partir de 1996 o Ministério da Saúde do Governo Federal, mais precisamente em 1997, através do exercício do Ministro José Serra, tornou este plano como base política para a reorientação da saúde vigente naquela época, devido às necessidades de se darrespostas às exigências a uma demanda crescente por melhores atendimentos na área da saúde. Esse programa foi criado dentro dos princípios do Sistema Único de Saúde, com a priorização da saúde da família, e mais uma vez o Agente Comunitário tem focado seu trabalho no processo contínuo de promoção e prevenção da saúde, de reabilitação de doenças e agravos mais freqüentes, de recuperação emanutenção da saúde de sua própria comunidade. Suas responsabilidades abrangem mais que contemplar a visibilidade local, ele precisa estruturar o processo continuamente proposto no Sistema Único de Saúde, e uma das diversificações de atribuições, voltadas ao Agente Comunitário, é a mediação entre os profissionais da saúde e sua própria comunidade. (LUNARDELO, 2004).
O acolhimento e o resgate à integridadesocial são fortalecidos por ser solidário, acolhedor e formador de vínculos. O trabalho de agregar a confiança da comunidade é visivelmente contemplado através das visitas domiciliares, que permite conhecer a intimidade das famílias, que devem sempre ser preservadas, porém este envolvimento do Agente Comunitário e as famílias cria um desgaste emocional muito grande devido o seu convívio diário nasua própria comunidade. Este contexto é ressaltado por Spiri (2006, p.8), que diz:
“A onipotência e a frustração permeiam a subjetividade de um agente social, que mantém profunda relação de pertença com seu espaço: o espaço em que vive é o mesmo onde atua, as pessoas da sua realidade social são as mesmas para quem dirige as suas ações de cuidado”.
O Agente Comunitário de Saúde sempre deve buscarpela comunicação, troca de experiências e os saberes entre os integrantes da equipe de Estratégia de Saúde da Família, composta por um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e quatro agentes comunitários de saúde, que carregam em si o saber popular da sua comunidade, e na expansão desse trabalho, o dentista é peça integrante dos programas de Estratégia de Saúde da Família, integrado aosétimo indicador de saúde, seguido por um auxiliar de consultório dentário e um técnico em higiene dental, e cada equipe tem a responsabilidade por três a quatro mil e quinhentas pessoas de uma determinada área, que por sua vez devem se responsabilizar pelo cuidado à saúde. (BRASIL, 1997)

2.0 HISTÓRICO DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL A PARTIR DA DÉCADA DE 1970

No final da década de 1970 surgem aAssociação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e o Centro Brasileiro de Estudos da Saúde. Essas associações tiveram um importante papel no desenvolvimento do movimento sanitarista, que promoveu discussões, para encontrar respostas voltadas aos problemas da política nacional de saúde da época. (BERTOLLI FILHO, 1998)
Posteriormente, outros segmentos da sociedade, como centrais sindicais,movimentos populares de saúde e alguns parlamentares foram incorporados a esse movimento, e os primeiros sinais de mudança do modelo de atenção à saúde no Brasil surgiram com a criação do Programa de Interiorização das Ações de Saúde e Saneamento em 1979, a partir de alguns projetos pilotos de medicina comunitária. (CAJUEIRO, 2004)
Já, a partir de 1980, algumas mudanças econômicas e...
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