Agenda setting e o caso da gripe das aves

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Agenda Setting: o Poder de Penetração da Agenda dos Meios de Comunicação sobre a Agenda do Público O caso da ‘Gripe A’
Catarina Cristão

Índice Introdução 1 1 Agenda-Setting e Opinião Pública 1 2 Os Efeitos Cognitivos da Comunicação 2 3Aproveitamento do poder mediático: O caso da ‘Gripe A’ 5 Conclusão 6 Bibliografia 7 Introdução1 O presente artigo pretende apresentar uma revisão teórica e umaanálise crítica da hipótese do Agenda-Setting, partindo deste conceito e percorrendo caminhos que levam a um breve histórico dos estudos e o funcionamento do processo de AgendaSetting. Com isso, espera-se obter uma compreensão deste conceito assim como de suas características e limitações. Inserido neste contexto, o presente artigo pretende apresentar uma revisão teórica da hipótese doAgenda-Setting: conceito, estudos e funcionamento do processo de Agendamento. Neste contexto, será lembrado o caso da Gripe A e todas as repercussões sociais e políticas que a publicação de notícias originou.

1. Agenda-Setting e Opinião Pública
A teoria do Agenda-Setting é uma teoria de Comunicação formulada na década de 1970
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por Maxwell McCombs e Donald Shaw, que defende que são os meios decomunicação social que determinam a agenda do público, ao destacar determinados temas e ignorando outros.2 Este pensamento pressupõe um efeito social que determina a selecção, a disposição e a publicação de notícias sobre as quais o público falará e discutirá. Com isso, espera-se obter uma compreensão deste conceito assim como de suas características e limitações. É inegável a influência dos meios decomunicação no quotidiano das pessoas, e a forma como trabalham na formação da opinião pública, visto que existe uma infinidade de informações que são disseminadas por estes canais. A agenda das conversas interpessoais é sugerida pelos jornais, televisão, rádio e internet, propiciando aos receptores a hierarquização dos assuntos que devem ser pensados e falados. A realidade passa a ser representadapor um cenário montado a partir dos meios de comunicação de massa e encenada pelo que vemos na televisão, ouvimos na rádio ou lemos nos jornais ou nos meios online.3 Com origem americana, o primeiro estudo foi desenvolvido pelos
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Trabalho realizado no âmbito da cadeira de Sociologia dos Media e do Consumo, Pós Graduação em Gestão de Marketing, Comunicação e Multimédia, ISEG, 2012/2013http://pt.wikipedia.org/wiki/Agendamento Brum, Juliana de, A Hipótese do Agenda Setting: Estudos e Perspectivas, Razón e Palabra, Revista Electrónica en América Latina Especializada en Comunicación, Zaragoza, México, Novembro 2003

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Catarina Cristão

investigadores McCombs e Shaw em 1972, embora a sua origem esteja associada ao pensamento de Walter Lippmann e à sua obra Public Opinion, noano de 1922, onde destacava já o papel da imprensa na orientação da atenção dos leitores para os temas de maior interesse colectivo. O estudo de McCombs e Shaw, The Agenda Setting Function of Mass Media, tinha o propósito de investigar a capacidade de agendamento dos media na campanha presidencial de 1968 nos Estados Unidos, além de comparar o que os políticos de Chapel Hill (local escolhido naCarolina do Norte para a realização da investigação) afirmavam serem as questões chaves da campanha com o conteúdo publicado pelos media. Os autores pretendiam perceber também se as ideias que os eleitores classificavam como relevantes eram moldadas ou não pela cobertura dos meios de comunicação.
A Hipótese Do Agenda-Setting

acontecimentos na opinião pública, estabelecendo um pseudo-ambientefabricado e montado por eles.4 Num estudo de 1979, Shaw relata que as pessoas têm tendência para incluir ou excluir dos seus conhecimentos e temas de conversa aquilo que os meios de comunicação incluem ou excluem do seu próprio conteúdo. Mais: o público tende a atribuir ao conteúdo das notícias a mesma importância e a mesma ênfase atribuída pelos mass media a esses acontecimentos. Daí estes serem...
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