Afrodescendente

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Cachoeiro de Itapemirim – ES
Junho/2010

Introdução

Este trabalho tem a finalidade de refletir sobre o processo de construção da inserção do afro-descendente no mercado de trabalho, menciona os conceitos ligados a discriminação racial no ambiente organizacional.

A sociedade brasileira apresenta profundas diferenças entre a população afro-descendente dos demais grupos.Desenvolvimento

A prática cotidiana do preconceito étnico está presente no mundo do trabalho desde a contratação até a ocupação de cargos por pretos e não pretos nas organizações. As oportunidades de ascensão profissional são reconhecidamente menores para os profissionais de pele de cor preta.

É comum, em algumas empresas brasileiras, o tratamento da diversidade racialatravés da prática do "racismo cordial", que, ao ser incorporado à  cultura organizacional se revela por meio de piadas, ofensas indiretas e apelidos pejorativos que, dirigidos aos afro-descendentes, procuram  afirmar a existência de uma "democracia racial", mas acabam reproduzindo estereótipos e reforçando o preconceito e a discriminação. Algumas expressões populares, utilizadas de formapreconceituosa também procuram diferenciar o trabalho de negros e não-negros. Desta forma, a expressão "serviço de branco, serviço de preto" demonstra que, no imaginário da população, o trabalho de um branco é qualificado, limpo e bem feito. O trabalho do negro é desqualificado, sujo e malfeito.

No Brasil, dados oficiais sobre indicadores do mercado revelam que, para os pretos, as taxas dedesemprego são mais elevadas. Mostram também que homens e mulheres na cor preta recebem rendimentos inferiores quando comparados aos dos não pretos. Informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativas a 2001 mostram que, entre a população que vive com até meio salário mínimo de rendimento familiar per capita, apenas 34,8% dos entrevistados se declararam brancos, enquanto64,9% se declararam pretos ou pardos. E as famílias com rendimento superior a dois salários mínimos, a sub-representação fica por conta das pessoas pretas ou pardas. C

Informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativas a 2001

|Cor |Sobrevive com meio |Descriminados no trabalho |Diretores de empresa |Salário ao atingir |
||salário mínimo |pela cor | |cargo de diretor |
|Branco |34,8% |2% |1 em cada 479 |R$ 10.568,80 |
| | | |funcionários | |
|Preto |64,9%|19% |1 em cada 2.850 |R$ 4.134,40 |
| | | |funcionários | |

Tabela- comparação do homem, pela sua cor, no ambiente de trabalho.

• Preconceito no Plural: A discriminação étnica no Brasil

A década de 1990 foi marcada pela retomada depesquisas e relatórios institucionais que levantaram a questão da discriminação étnica no Brasil, suas causas e conseqüências. A maioria dos trabalhos revelou a persistência das condições desfavoráveis de vida da população preta e parda que enfrentou e enfrenta até hoje dificuldades de inserção e permanência em instituições de várias naturezas.

Existe uma complexa rede de definições,cujo desafio é determinar a hierarquia social para que ela não se confunda com outras distinções baseadas em outras categorias como sexo e classe, a discussão existente sobre as relações étnicas é a substituição do termo raça por etnia. Ao contrário da raça. A etnia é socialmente aprendida e capaz de alterar comportamento.

“Etnicidade é um aspecto das relações sociais entre agentes que se...
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