AFORISMA 92 - HUMANO DEMASIADO HUMANO (NIETZSCHE)

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  • Publicado : 22 de maio de 2014
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Componente curricular: Leitura e produção de texto
Professor: Geraldo Dias
Aluno: Anne Caroline Farias da Silva
Turma: 1° período “b”
Exercício de verificação da aprendizagem
Introdução
O presente trabalho foi desenvolvido com a finalidade de analisar a questão da origem da justiça em Nietzsche, partindo da análise do aforisma 92 do livro Humano, demasiado humano.
Publicadooriginalmente em 1878, é uma reflexão do pensamento moderno e marca o afastamento de Nietzsche com o romantismo de Richard Wagner e o pessimismo de Arthur Shopenhauer.
Influenciado pelos moralistas franceses, o visionário filósofo alemão adotou e expandiu a forma do aforismo, como a mais adequada para um pensamento inquieto e multifacetado.
É preciso compreender, que o autor não se propôs a fazer umaanálise sistemática sobre o tema justiça, mas por outro lado, apresenta uma concepção nada convencional para a origem de uma ação justa.
Desta forma, o trabalho se apresenta com o intuito de demonstrar como Nietzsche aborda a problemática da origem da justiça, apresentando a palavra-chave do parágrafo proposto, e a partir dela apresentar a ideia principal do autor e os argumentos usados por nele naconstrução da mesma.
Origem da justiça
O aforisma 92 de Humano, demasiado humano de título “Origem da justiça”, tem como palavra-chave a justiça, e as subsequentes: equidade, igual, potência, troca e moral.
A ideia principal do autor concerne em configurar a resposta à problemática “Qual é a origem da justiça?”, o filósofo possui uma peculiar forma de expor o tema, que consiste na concepção dejustiça como “espiritualização das trocas”, ou seja, retribuição e intercâmbio, sendo o caráter de troca, o caráter inicial da justiça, porém na condição de apenas existir quando há potências (poderes) mais ou menos iguais, em equilíbrio.
A condição acima citada traz consigo a conclusão de que para haver justiça é necessária a equidade, ou seja, o equilíbrio de potências, na qual é um produto dasrelações humanas – tendo igualdade de poder, consequentemente haverá justiça –, convidando a pensar na hierarquia como problema, e o equilíbrio como base da justiça.
Somente homens em igual potência ou igual poder, é que poderiam desta forma, criar valores. Em Nietzsche, “[...] justiça é, portanto, retribuição e intercâmbio, sobre a pressuposição de uma posição mais ou menos igual de potência.”.
Ofilósofo alemão propõe também uma crítica a moral e a sugestão da verdade imposta por esta, o que impossibilitaria uma verdadeira busca pelo sentido de justiça.
É possível perceber, que o sentimento de justiça estaria muito próximo do sentimento de vingança, porque para ele a vingança pertence originariamente ao domínio da justiça, ela seria um intercâmbio.
Segundo o autor, “Dá-se a cada um oque ele quer ter, como doravante seu, e se recebe em compensação o que deseja.”, assim, a justiça seria a capacidade de contentar o outro, na medida em que cada um obtém o que estima mais do que o outro.
Como já dito, justiça para Nietzsche seria retribuição e intercâmbio, sob a pressuposição de uma posição mais ou menos igual de potência. Desta forma, a gratidão seria também um ponto desteintercâmbio, pois teríamos também, a noção de uma autoconservação inteligente.
Mas expõe que o homem, através do seu hábito intelectual, esqueceu a verdadeira origem da justiça, passando agora a acreditar que uma ação justa é uma ação não egoísta.
Por fim, afirma de que além de esquecer a origem egoísta da justiça, o homem passou a perseguir esta pseudo-justiça não egoísta com sacrifício, “[...] poisalgo altamente estimado como a justiça deve ser perseguido com sacrifício, imitado, multiplicado, e este valor cresce ainda mais, porque o esforço e zelo despendidos por cada indivíduo é ainda acrescentado ao valor da própria coisa em si. Que aspecto pouco moral teria o mundo sem conhecimento!”.
Conclusão
Como foi exposto durante o trabalho, Nietzsche apresenta uma forma bem peculiar sobre a...
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