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SÍNDROMES HIPERTENSIVAS DA GESTAÇÃO
SAIR

 

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CONCEITO
As síndromes hipertensivas da Gestação (SHDG) são complicações que aumentam a incidência de morbi-mortalidade materna e perinatal, explicando assim, a sua importância de estudo. Juntamente com as infecções e ashemorragias, está entre as três causas de morte materna no Brasil.
 A Comissão de Terminologia do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (FEBRASGO, 2001), após ampla revisão do tema e das classificações existentes, atualizou a classificação das síndromes hipertensivas na gravidez sendo a mais difundida e aceita pelos serviços obstétricos. Tal classificação está a seguir:
* Hipertensão Induzidapela Gravidez: * Pré - Eclâmpsia * Eclâmpsia * Hipertensão Crônica * Pré-eclâmpsia ou Eclâmpsia Associada à Hipertensão Crônica |
 
1. PRÉ-ECLÂMPSIA
1.1. Conceito
A pré-eclâmpsia é o desenvolvimento de hipertensão, com proteinúria significante e/ou edema de mãos e face.
Hipertensão - principal elemento diagnóstico
* TAS ≥ 140 e/ou TAD ≥ 90 mmHg
* Mais de 20 semanas, até6ª semana puerpério, pico 3º trimestre (exceto na mola hidatiforme, aonde o conceito muda)
* aumento da TAS com mais de 30 e/ou TAD mais de15 mmHg – critério em desuso – atenção se ácido úrico alterado (>4,5)
* Edema – suspeição se generalizado e aumento > 1000g/semana
Proteinúria - acometimento dos glomérulos renais na Pré-eclâmpsia
* ≥ 300mg/24hs
* Relaçãoproteinúria/creatinúria ≥ 0,5
 
Ocorre após a 20-a semana de gravidez, ou anteriormente a esse período na moléstia trofoblástica. A pré-eclâmpsia é predominantemente uma patologia da primigesta.
1.2. Formas Clínicas
1. Pré-Eclâmpsia leve/moderada: aumento de peso (maior ou igual a 500g/semana), seguido de edema generalizado, hipertensão e proteinúria.
2. Pré-Eclâmpsia grave: manifestaçõescerebrais (cefaléia, torpor, obnubilação), visuais (turvação da visão, escotomas, diplopia, amaurose), hipertensão, proteinúria, oligúria, creatinina aumentada, dor epigástica, edema agudo do pulmão ou cianose, síndrome HELLP, dor epigástrica, reflexos tendinosos profundos exaltados.
1.3. Etiopatogenia
EVIDÊNCIA FORTE:
1. Primigestação – extremos etários – RR = 5 a 10
2. Nova paternidade – RR = 5 a 103. Gemelaridade – RR = 3
4. Irmã Pré-eclâmpsia – RR = 2,5 a 4
5. Irmã, mãe, ou avó Eclâmpsia – 37, 26 e 16% PE
6. Hidropisia Fetal – RR = 10
7. Gestação Molar – RR = 10 – antes 20 semanas
8. HAS crônica – 25% fazem PE sobreposta
9. PE sobreposta prévia – 70% recorrência
10. Diabetes – RR = 2 a 3 se descompensada
11. Colagenoses
12. Raça negra
13.Trombofilias
EVIDÊNCIA MÉDIA OU FRACA:
1. IMC ≥ 25,8 – RR = 2,3 a 2,7
2. Idade acima 35 anos – RR = 3 a 4
3. Método barreira – aumento risco
4. Maior duração atividade sexual – reduz risco
5. Aborto prévio – reduz risco
6. Aumento excessivo de peso – aumento risco
1.4. Fisiopatologia
A etiologia da pré-eclâmpsia permanece desconhecida.
Durante a gestação normal as artériasespiraladas da decídua são invadidas por tecido trofoblástico de forma natural.
Na pré-eclâmpsia essa invasão é incompleta ou mesmo ausente. Dessa forma há vasoconstrição causando isquemia placentária, que provocará disfunção endotelial. Isso ocorre porque há aumento na produção e ação do tromboxano (TXA2), um vasodilatador produzido pelas plaquetas, acompanhado de redução de prostaciclina (PGI2),um vasodilatador produzido pelas paredes dos vasos, causando também refratariedade a Angiotensina II + anti-agregante plaquetária  e alto fluxo.
Foram verificados elevação dessa relação no sangue venoso, urinas materna e fetal, líquido amniótico e placenta
O aumento na relação tromboxano/prostaciclina provocará desordens multissistêmicas como:
* Alterações renais: a lesão mais...
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