Afetividade na escol

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aAQUINO, Julio Groppa. A desordem na relação professor-aluno: indisciplina, moralidade e
conhecimento. In: _____________________ (org). Indisciplina na escola: alternativas teóricas e
práticas. SãoPaulo: Summus, 1996, pg.39-55.
Neste artigo o Prof. Júlio Aquino aborda a questão da indisciplina escolar a partir de aspectos sóciohistóricos e psicológicos, destacando a centralidade da relaçãoprofessor-aluno para a invenção de
uma nova ordem pedagógica, em que a negociação seja uma constante na (re)construção do
conhecimento.
Segundo o autor, para além das diferentes funções imputadas àescola, atualmente a indisciplina
atravessa os distintos tipos e regimes escolares tornando-se uma questão incontornável, em função de
sua concretude, contundência e repercussão.
Prescriçõesdisciplinares já foram características extensivas à prática docente; hoje, contudo, isto não
é um consenso nem mesmo entre as teorias pedagógicas. Por outro lado, se o mundo mudou e
mudaram também osalunos, o que se pode dizer da escola e de nós, professores? Lançando mão
destas imagens, Aquino desafia o leitor a compreender a indisciplina como um sintoma da relação
educativa, relação esta que nãose bastaria na escola, mas atravessaria todas as institucionalidades
estabelecidas na sociedade.
A partir de um ponto de vista sócio-histórico, o artigo aborda a indisciplina como o resultado daemergência do novo sujeito histórico caudatário da luta pela democratização da sociedade brasileira.
Ocorre que a democratização da escola no Brasil veio acompanhada da deterioração das condições deensino, de modo que as estratégias de exclusão se sofisticaram, não eliminando as características
elitistas e militarizadas da escola de outrora. Ainda que a indisciplina seja compreendida comosintoma de práticas socialmente estabelecidas, o novo sujeito que freqüenta a escola encontra-se com
velhas formas institucionais cristalizadas. Assim, para o autor, a indisciplina torna-se uma “força...
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