Afecções neoplasicas

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  • Publicado: 28 de dezembro de 2011
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Lembram-se disto: doenças degenerativas, doenças inflamatórias e doenças neoplásicas. Agora começamos as neoplásicas.
Neoplasia significa crescimento de novo.
Nós chamamos neoplasia benigna quando a neoplasia não põe em causa a vida do hospedeiro; geralmente não é invasora. E chamamos neoplasia maligna ao cancro quando a neoplasia mata o hospedeiro e é geralmente má porque éinvasora e metastizadora.
Nós temos cancro porque somos uma espécie que está em evolução. Isto é, se nós fossemos uma espécie em extinção provavelmente tínhamos muito menos cancro. O que nos faz ter cancro é a circunstância de termos permanentemente um turnover muito grande das nossas células. Lembram-se que eu vos disse que podíamos matar e regenerar qualquer coisa como 100 milhões, 1 bilião, 10biliões de células. Nós estamos permanentemente numa renovação.
Um parênteses:
(As pedras não têm cancro, mas as plantas têm. Os seus átomos e as suas moléculas não morrem, mas as suas células morrem. O problema da vida, é que faz parte da vida morrer).
No futuro, o cancro vai ser uma doença muito importante, porque vamos ficar cada vez mais velhinhos e vamos morrer cada vezmais de cancro.
Sabem qual é o risco de termos cancro? 1 em 2, e 1 em 4 vão morrer por causa do cancro.

Tumor benigno da supra-renal como é que se chama? É epitelial, portanto adenoma da supra-renal.

Tumor maligno da mama? A mama é um órgão com células epiteliais, logo é um adenocarcinoma da mama.

Há uma coisa muito importante no cancro: o cancro é um tecido, não éum conjunto de células. E se é um tecido vai ter células malignas, mas vai ter vasos, linfócitos, fibroblastos da própria pessoa. É um tecido nosso.
Para termos um cancro, vamos ter um processo muito grande que vai desde a iniciação, passando pela progressão, pela invasão e metastização ou generalização. Nós hoje estamos a discutir iniciação.
Nós todos os dias defecamos, urinamos erespiramos células malignas.
No mundo ocidental o número de pessoas com cancro está a aumentar, mas o número de mortes devido ao cancro está a diminuir. Isto significa que nós estamos a diagnosticar mais cedo e a tratar melhor. 1 em cada 2 vai ter cancro e 1 em cada 4 vai morrer de cancro.
Como é que isto se resolve? Por um lado com drogas que tornam cada vez mais o cancro numadoença crónica. Ninguém cura cancro, nem nunca se vai curar cancro. Se nós temos um cancro em início e tirarmos o órgão onde esse cancro está, nós curamos; mas se o cancro já tivesse invadido e metastizado é incurável, pode é ser controlado, transformando-o numa doença crónica. Não é curável porque o cancro faz parte da nossa própria estrutura. Como nós somos uma espécie evolutiva, temos as nossascélulas sempre a renovar e a regenerar, e por isso nós construímos estruturas permanentes, que são estruturas cancerosas. Felizmente na sua grande maioria são piores do que nós e vão ao galheiro. O grande problema do cancro é que a grande maioria das vezes quando nós temos uma mutação, uma translocação ou uma alteração qualquer, como a gente anda cá à milhões de anos, essas alterações fazem uma célulaque é pior das que cá está e vai ao galheiro: ou não se agarra, ou é muito fraquinha ou sofre logo muito com a falta de oxigénio, mas nós estamos sempre a gerar células iniciadas.

Quais são as palavras chave nesta coisa do cancro?
Proliferação, apoptose, diferenciação.

Conceitos muito importantes (talvez dos mais importantes):
- Os genes de uma célula cancerosasó são diferentes em sete ou oito em comparação com uma célula normal, o que nós temos é diferentes upregulation e downregulation.
- Num cancro eritróide (linha eritróide) os genes que estão upregulated e downregulated são muito mais parecidos quando o eritrócito estava na medula óssea do que os que entraram para a circulação. Por outro lado, num cancro da tiróide os genes que...
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