Administração

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UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAU
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO - BACHARELADO
DISC.: INFORMÁTICA APLICADA À ADMINISTRAÇÃO
PROF.: TARCISIO

ATIVIDADE – ESTUDO DE CASO

ACADÊMICO: ______________________________________________________ Nota: ________

Sandálias Havaianas: Um Estudo de Caso da História Social do Design Brasileiro

Resumo: Opresente artigo constitui-se em um estudo da História Social do Design, conforme entendida por Adrian Forty. Escolheu-se focar o cenário industrial brasileiro, para isso tomando-se como objeto de estudo a sandália Havaianas, produto que explora mundialmente a identidade brasileira como marca comercial. A forma como o design da Havaianas foi transformado, em decorrência de contingênciassocioeconômicas de produção e consumo peculiares aos anos 1990 é o foco do artigo. Conclui-se que o design brasileiro, enquanto parte estratégica da economia nacional, encontra-se vinculado a um conceito de brasilidade originário nos anos 1960 e ligado a determinados valores ético-estéticos, como diversidade e alegria.

Palavras-Chave: História Social; Design de Produto; Identidade cultural

1.Introdução

Classicamente atribui-se a produção de um determinado artefato industrial a fatores subjetivistas tais como a criatividade do designer, ou a busca do Belo e afins. Por essa perspectiva, muito difundida como visão de mundo entre designers, a história dos artefatos das sociedades industriais é a história da genialidade de alguns poucos indivíduos movidos por forças como “motivação”,“genialidade”, “originalidade”, “senso estético”, etc. Apenas nos anos 1980 destaca-se uma perspectiva distinta de análise a partir da publicação, em 1986, de “Objetos de Desejo”, de Adrian Forty. O autor difunde uma forma social de entender a História do Design. Isto é, a partir de contingências sociais e econômicas que a constituem. O grande objetivo de Forty era escrever uma “história sem nomes” (Forty, 2007),isto é, uma descrição do processo histórico não pautada por supostas ações individuais dos designers, desconectadas do momento histórico em que vivem.

Em uma perspectiva histórico-social o designer não é um criador movido quase que exclusivamente por fatores subjetivos. Ao invés disso, o design encontra-se determinado por fatores econômicos de produção e também a fatores sociais de consumo.Pensar socioeconomicamente revela não apenas os determinantes do design de artefatos industriais, mas também os valores estéticos e éticos implícitos nos mesmos.

Em consonância com o pensamento de Forty, Penny Sparke (2004) também apresenta uma História do Design pautada em contingências socioeconômicas. A autora descreve como a partir de 1945 o Design revestiu-se intensamente do conceito deModernidade (marcado pela inovação, rompimento com a tradição e valorização tecnocientífica do futuro). Já a partir dos anos 1960 o design começa a apontar para uma lógica Pós-moderna onde valores como diversidade, personalização e domínio da fantasia sobre a realidade passam a figurar em destaque.

Sparke prossegue sua explanação citando o surgimento, nos anos 1990, de uma cultura de consumo onde odesign tem papel central como promotor e vendedor de experiências. Consumir uma determinada marca passa a ser, mais que nunca, vivenciar um estilo de vida. Simbolicamente o consumidor integra-se com os valores ético-estéticos do produto, ou da marca, trazendo-os para sua vida. A partir dos anos 1990 o design torna-se estratégico para u ma economia globalizada, centrada em brainding e especializadano conusmo de acessórios na moda. Economia a verdadeira mercadoria é aquilo que os produtos simbolicamente proporcionam: valores, ideias, emoções (Sparke, 2004).

2. Desenvolvimento

2.1 - Design no Brasil 
A história do Design no Brasil começa nos anos 1940 em atividades esparsas em pequenas indústrias, mas apenas na década seguinte surgem escritórios especializados em solo...
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