Adiministração em seg.trablho

Páginas: 40 (9794 palavras) Publicado: 28 de fevereiro de 2011
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A SEGURANÇA NO TRABALHO MONOPOLIZADA PELA ADMINISTRAÇÃO: QUANDO OS OPERÁRIOS DA  CONSTRUÇÃO ENFRENTAM CLANDESTINAMENTE O PERIGO  Nicolas Jounin

RESUMO O direito de evitar situações perigosas foi reconhecido aos assalariados, na França, em 1982. Nos grandes canteiros de obras, entretanto, observamos um fenômeno curioso: os operários corremriscos para garantir o cumprimento dos prazos e ainda escondem esses riscos dos chefes, por medo de sanções. É que a responsabilidade pela segurança encontra-se taylorizada, isto é, dividida entre os que a concebem e os que a executam: os chefes decidem as regras de segurança a serem respeitadas pelos operários. Os chefes devem levar em consideração, ao mesmo tempo, as normas de segurança e asexigências de cumprimento de prazos, potencialmente contraditórias. Assim, os operários que optam por cuidar de sua segurança transgridem ou contestam as regras impostas pela chefia. Mas a fragmentação do coletivo de trabalho dificulta essa ação e leva à subcontratação e à admissão de mão-de-obra temporária.

Palavras-chave: trabalho; segurança; prazos; taylorismo; construção.

   

Asegurança no trabalho monopolizada pela administração: quando os operários da construção enfrentam clandestinamente o perigo Nicolas Jounin INTERFACEHS

Em 2000, o ramo de “construção e obras públicas” (em francês, bâtiments et travaux publics, conhecido pela sigla BTP) foi responsável por 21% dos 48 mil acidentes de trabalho que provocaram incapacidade permanente, na França, e por 26% dos 730 acidentesque provocaram morte, embora os assalariados nessa área representassem apenas 7% do conjunto total de assalariados no país. No mesmo ano, um em cada 10 assalariados do BTP sofreu acidente de trabalho que implicou licença, e um em cada 120 assalariados sofreu um acidente de trabalho que implicou incapacidade permanente.i É necessário recordar esses números, mas este artigo não visa demonstrar adureza das condições de trabalho ou fazer o inventário dos riscos enfrentados pelos operários da construção. Por que, então, abordar a questão da segurança? Porque o seu estudo não pode se limitar a uma estatística; porque a insegurança não é um dado bruto, independente da influência humana, ela é objeto de responsabilidade, uma gestão através da qual se definem estatutos e hierarquias. Por um lado,depende da relação salarial; por outro, do âmbito mais específico da organização do trabalho no canteiro de obras. Estamos habituados a identificar uma divisão entre criadores e executantes nos modos operacionais, no desenrolar das tarefas, na orientação da produção, ou seja, em tudo que toca diretamente os direitos do capitalista na qualidade de organizador de um processo visando gerar lucro. Ésurpreendente reencontrar essa divisão em um nível que se refere direta e inegavelmente aos executantes: a segurança. É possível, portanto, falar de taylorização da segurança, na medida em que a organização da proteção da

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©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.3, n.3, Traduções, ago./ dez. 2008 www.interfacehs.sp.senac.br

A segurança notrabalho monopolizada pela administração: quando os operários da construção enfrentam clandestinamente o perigo Nicolas Jounin INTERFACEHS

integridade física dos operários reproduz o esquema da divisão entre criadores e executantes: os criadores decidem o que é bom para a segurança dos operários; estes últimos a aplicam (ou, pelo menos, supostamente se obedecem as normas).ii Este artigo tem a...
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