Adeus ao trabalho?

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  • Publicado : 30 de agosto de 2011
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Impasses e Desafios do Novo Sindicalismo Brasileiro Fim do Trabalho? (ou as Novas Formas do Trabalho Material e Imaterial) O Trabalho, a Produção Destrutiva e a ......................................... Des-realização no Mundo da do Liberdade Trabalho

A Crise Contemporânea e as Metamorfoses ....................................... Referências bibliográficas PREFÁCIO À 7a EDIÇÃO

Adeus aoTrabalho? teve sua primeira edição publicada em 1995. Tem agora, em 2000, sua 7ª edição, pela primeira vez revista e ampliada. O objetivo central do livro foi, então, num momento de forte questionamento ao significado da categoria Trabalho, problematizar, polemizar e mesmo contestar as teses que defendiam o fim da centralidade do trabalho no mundo capitalista contemporâneo. Teses que tiveram váriasconseqüências e repercussões no interior das universidades, das esquerdas, dos movimentos sociais, dos sindicatos e do próprio movimento dos trabalhadores, uma vez que, implícita ou explicitamente, alguns de seus principais formuladores recusavam-se, no fundo, a reconhecer o papel central da classe trabalhadora na transformação societal contemporânea. Ao questionar o papel de centralidade doTrabalho na sociedade capitalista contemporânea, um prolongamento analítico e também político se desdobrava: a classe trabalhadora já não se mostraria mais potencialidade contestadora, rebelde, capaz de transformar a ordem capitalista. Coerente com a fragmentação "pós-moderna", com o culto fetichizado do ideário dominante, estas formulações, em grande medida, recusavam-se a reconhecer o sentido ativo etransformador do trabalho e da classe trabalhadora. Foi como uma primeira resposta crítica a estas formulações que escrevemos Adeus ao Trabalho?. Nele procuramos oferecer alguns elementos centrais para a recusa daquelas teses, carentes de sustentação, tanto empírica como analítica. Podemos dizer, então, que continuamos sustentando fortemente nossas teses, uma vez que a literatura que vem sendopublicada desde então, sobre a chamada 9 "crise da sociedade do trabalho", não formulações originais. alterou substantivamente nossas

maneira bastante Neste Prefácio pretendemos retomar, de sintética e indicativa, outras teses que procuram invalidar a centralidade do trabalho, quer pela afirmação da perda de sentido da teoria do valor, quer pela tese que propugna a substituição do valor-trabalhopela ciência, ou ainda pela vigência de uma lógica societal intersubjetiva e interativa, informacional, que se colocaria em posição analítica de superioridade diante da formulação marxiana da centralidade do trabalho e da teoria do valor. Essas teses, nós as

desenvolvemos de modo mais aprofundado no livro Os Sentidos do Trabalho: Ensaio sobre a Afirmação e a Negação do Trabalho, recentementepublicado pela Editora Boitempo. Aqui faremos um esboço, visando complementar e atualizar algumas das críticas feitas em Adeus ao Trabalho?. Embora algumas dessas teses por vezes apareçam ao longo do livro, em sua primeira edição, elas foram mencionadas sempr e de maneira sucinta. Ao retomá-las, poderemos oferecer ao leitor, ao menos indicativamente, por que essas "novas teses" sobre odescentramento da categoria trabalho não invalidam as formulações presentes em Adeus ao Trabalho?, mas, ao contrário, as reforçam. Cremos, ao contrário daqueles que defendem a perda de sentido e de significado do trabalho, que quando concebemos a forma contemporânea do trabalho, enquanto expressão do trabalho social, que é mais complexificado, socialmente combinado e ainda mais intensificado nos seus ritmos eprocessos, também não podemos concordar com as teses que minimizam ou mesmo desconsideram o processo de criação de valores de troca. Ao contrário, defendemos a tese de que a sociedade do capital e sua lei do valor necessitam cada vez menos do trabalho estável e cada vez mais das diversificadas formas de trabalho parcial ou part-time, terceirizado, que são, em escala crescente, parte constitutiva...
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