Acre

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História do AcreOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação, pesquisa
Palácio Rio Branco, sede do governo assim nomeada em homenagem ao Barão do Rio Branco, e obelisco em homenagem aos heróis da Revolução Acreana.A História do Acre revela aspectos importantes da história brasileira, principalmente durante os séculos XIX e XX.

Índice [esconder]
1 Do século XV ao século XIX2 Revolução Acreana
3 Movimento Autonomista Acreano
3.1 Movimento Autonomista - De Território a Estado
4 Revisão de litígio
5 Referências
6 Ligações externas


[editar] Do século XV ao século XIX
Mapa do final do século XIX, em que o Acre aparece como parte da Bolívia.Do estabelecimento do Tratado de Tordesilhas até o século XIX, o atual estado do Acre fazia parte da América espanholade acordo com os Tratados Hispano-Portugueses:

Tratado de Madrid (1750)
Tratado de Santo Ildefonso (1777)
Tratado de Badajoz (1801)
Após a independência das colônias espanholas, o Brasil reconheceu aquela área como boliviana através do tratado de limites de 1867.

Apesar disso, não havia nenhuma ocupação do território por parte da Bolívia, em parte por ser uma região de difícil acesso poroutro caminho que não a bacia do Rio Amazonas. Em virtude da abundância da seringueira e do ciclo da borracha que estava se iniciando, colonos brasileiros iniciaram a ocupação do Acre em 1852, tendo essa imigração atingido proporções muito grandes a partir de 3 de abril de 1877.

Nessa época o presidente Aniceto Arce, da Bolívia, foi alvo de um golpe de estado comandado pelo então Coronel JoséManuel Pando. Este, derrotado, se refugiou no Acre, ocasião em que percebeu que a ocupação brasileira já tomava proporções alarmantes.

Pando que, como general, veio governar a Bolívia de 1899 a 1904, alertou as autoridades bolivianas e iniciaram-se as manobras diplomáticas. Em 1898, a Bolívia enviou uma missão de ocupação para o Acre causando, em 1º de maio de 1899, uma revolta armada doscolonos brasileiros que receberam o apoio do governo do Estado do Amazonas.

[editar] Revolução AcreanaVer artigo principal: Revolução Acreana

Mapa da América do Sul em alemão de 1899 mostrando a região que viria a formar o Acre ainda como território bolivianoPressionados pelo advogado José Carvalho, os bolivianos foram forçados a abandonar a região. Para evitar a sua volta, o governador doAmazonas Ramalho Júnior organizou o ingresso no Acre de uma unidade de aventureiros comandadas pelo espanhol Luis Gálvez Rodríguez de Arias. Gálvez partiu de Manaus em 4 de junho de 1899 e chegou à localidade boliviana de Puerto Alonso, a qual teve seu nome mudado para Porto Acre, onde proclamou a República do Acre em 14 de julho de 1899. Apesar disso o governo brasileiro, com base no tratadointernacional de Ayacucho assinado em 1867, considerava o Acre como território boliviano e enviou tropas que dissolveram a República do Acre em 15 de março de 1900.

Um motivo complementar para o interesse de Ramalho Júnior na ocupação do Acre foi o fato de Galvez ter descoberto a existência de um acordo diplomático entre a Bolívia e os Estados Unidos estabelecendo que haveria apoio militarnorte-americano à Bolívia em caso de guerra com o Brasil.

Nessa época a Bolívia organizou uma pequena missão militar para ocupar a região. Ao chegar em Porto Acre ela foi impedida pelos seringueiros brasileiros de continuar o seu deslocamento. Os brasileiros receberam apoio do governador do Amazonas, Silvério Néri, que enviou uma nova expedição, a Expedição dos Poetas, sob o comando do jornalista OrlandoCorrea Lópes, que proclamou a Segunda República do Acre em novembro de 1900, tendo Rodrigo de Carvalho assumido o cargo de presidente. Um mês depois, em 24 de dezembro de 1900, os brasileiros foram derrotados pelos militares bolivianos e esta segunda república também foi dissolvida.

Apesar dos dois países negarem o acordo com os Estados Unidos citado anteriormente, em 1901 a Bolívia assinou um...
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