Acerola

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  • Publicado : 20 de junho de 2012
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Introdução
Nos últimos anos, o cultivo da acerola (Malpighia punicifolia Linn.), vem se destacando no Brasil, principalmente pela adaptação da planta ao clima tropical e subtropical.
Em vista sua origem tropical, a planta se adapta muito bem às condições climáticas do norte e nordeste do Brasil; sua cultura tem apresentado possibilidades de cultivo, mesmo nas regiões de latitudes mais elevadas,resultando na sua exploração em todos os estados brasileiros.
Por muito tempo, essa “cereja tropical”nascida nas Antilhas permaneceu florescendo e frutificando em terras americanas, sem provocar maiores atenções. O interesse pela acerola e os estudos sobre suas potencialidades econômicas, no entanto, só foram despertados a partir dos anos 40, quando cientistas porto–riquenhos encontraram na fruta,altos teores de ácido ascórbico, ou seja, vitamina C, seu índice chega a ser cem vezes superior das frutas cítricas ou dez vezes maior que o da goiaba, tidas como as frutas de maior alto conteúdo de vitamina C, e como se sabe esta vitamina é uma das mais importantes para o homem, usada pela medicina moderna para tratamento ou prevenção de mais de quarenta doenças diferentes. Tratada como segredode estado a pequena fruta foi trazida ao Brasil, no ano de 1956 e graças ao trabalho desenvolvido pelo Departamento de Agronomia da (Universidade Federal Rural de Pernambuco UFRPE,1984), foram plantadas 245 sementes e apenas 10 germinaram e se transformaram em plantas produtivas, nos anos 80 a UFRPE patrocinou e desenvolveu uma campanha de conscientização sobre os valores nutricionais da acerola, esuas possibilidades de uso. É provável que a maior parte das mudas plantadas no Brasil, tenham sido geradas a partir daquelas primeiras matrizes.
Muita gente denomina a acerola ou cereja–das–antilhas de cereja do Pará, o que é incorreto. É que os colonizadores portugueses, chegando ao Pará, encontraram ali a Britoa triflora, que os nossos índios chamavam de ibabirapa e, em sua semelhança com acereja-da-europa, denominada em Portugal de ginja ou jinja, designaram-na simplesmente cereja-do-pará.
Com um agradável aroma e sabor, aceita pela maioria dos consumidores, pela precocidade de produção e sua riqueza em vitamina C, a acerola vem despertando grande interesse por parte dos consumidores, produtores, indústrias e exportadores dentro da fruticultura nacional e mundial.
Embora a acerolatenha grande possibilidade de produção no Brasil, ela representa problema na fase de comercialização dos frutos pela sua grande sensibilidade depois de maduros, deteriorando-se em poucos dias.
É importante salientar que, ao contrário da maioria das nossas frutas de exportação, a acerola registra um índice ascendente de consumo no mercado interno, e verifica-se possibilidade real e potencial, de oBrasil conquistar e ampliar sua pauta de exportação com a acerola. Nesse contexto, o cultivo dessa fruta se destaca como uma alternativa agrícola real.
Aspectos botânicos, florescimento e frutificação.
Quando começaram os estudos da classificação botânica da aceroleira de acordo com Simão (1971), causou grande confusão, sendo inicialmente denominadas de Malpighia punicifolia e Malpighia glabra.Informa esse autor que o nome Malpighia, foi dado em honra do fisiologista italiano Marcello Malphigi, um dos pesquisadores que fez uso do microscópio para estudar estruturas animais e vegetais. A classificação da acerola despertou o interesse de taxonomistas de Porto Rico, que chegaram à conclusão que a cereja das Antilhas é uma planta híbrida de Malpighia punicifolia e Malpighia glabra (Simão,1971).
Em 1753, a acerola foi classificada por Linaeus, citado por Argles (1976), como Malpighia glabra. Poucos anos depois, em 1762, o mesmo botânico deu o nome de Malpighia punicifolia a uma espécie similar ou idêntica.
Ainda de acordo com Argles (1976), o Dictionari of Gardening da Real Sociedade de Horticultura listou separadamente as duas espécies, descrevendo a M. glabra como uma árvore...
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