Abuso sexual

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INTRODUÇÃO



Seja qual for o número de abusos sexuais em crianças que se vê nas estatísticas, seja quantos milhares forem, devemos ter em mente que, de fato, esse número pode ser bem maior. A maioria desses casos não é reportada, tendo em vista que as crianças têm medo de dizer a alguém o que se passou com elas. E o dano emocional e psicológico, em longo prazo, decorrente dessasexperiências pode ser devastador.

O abuso sexual às crianças pode ocorrer na família, através do pai, do padrasto, do irmão ou outro parente qualquer. Outras vezes ocorre fora de casa, como por exemplo, na casa de um amigo da família, na casa da pessoa que toma conta da criança, na casa do vizinho, de um professor ou mesmo por um desconhecido.

A violência sexual contracrianças e adolescentes é um fenômeno complexo e de difícil enfrentamento, apesar deste fato ter ganhado certa visibilidade nos últimos tempos a sua compreensão e enfrentamento ainda precisa ganhar muito espaço. A violência cometida contra crianças e adolescentes em suas várias formas faz parte de um contexto histórico-social maior de violência que vive nossa sociedade.DESENVOLVIMENTO



Abuso Sexual é definido como qualquer conduta sexual com uma criança levada a cabo por um adulto ou por outra criança mais velha. Isto pode significar, além da penetração vaginal ou anal na criança, também tocar seus genitais ou fazer com que a criança toque os genitais do adulto ou de outra criança mais velha, ou o contacto oral-genital ou, ainda, roçar os genitaisdo adulto com a criança.

“A pedofilia trata-se obviamente do abuso sexual de crianças” (Paula Machado, 2001).

Paula Machado (2001) defende que, “O abuso sexual de crianças pode ser físico ou não físico”, considerando se houve, “atos de exposição, toque sexual, penetração oral ou vaginal.”

Segundo Paula Machado (2001):

“No Congresso MundialContra a Exploração Comercial e Sexual de Crianças de Estocolmo (1996) chamou-se a atenção para os dois milhões de crianças exploradas sexualmente em todo o mundo e para as novas formas sofisticadas desta indústria criminosa que atenta contra os princípios mais básicos da humanidade, movimenta anualmente milhões de contos. A Ásia é o continente mais atingido, com cerca de 600 mil 7criançasprostituídas nas Filipinas, 300 mil na Índia, 250 mil na Tailândia, 200 mil na China e 300 mil no Sri Lanka e Nepal.”

É através de dados como estes que nos damos conta de quão tão grave é este assunto, não só, por os abusos sexuais desrespeitarem os direitos das crianças, mas pelo número, “horrendo”, de crianças em todo o mundo que sofrem deste flagelo.


O alvo preferido dosabusadores é o sexo feminino, o abuso sexual percorre todas as classes sociais, e os abusos têm maior incidência na faixa etária dos 8-13 anos. Segundo a autora Ana Salter (2003) “… uma proporção considerável molesta crianças simplesmente porque se sentem sexualmente atraídos por esta faixa etária” e diz também que “sofrem de padrão de estímulo pervertido”.

A criança que é sexualmenteabusada cria sentimentos de medo, vergonha, perda da confiança em pessoas do mesmo sexo do abusador, sentimentos de culpabilidade, baixa auto-estima, para além de mais tarde poder vir a sofrer de depressão e ansiedade, mas se o abusador for um familiar a angústia ainda é maior, no entanto existem diferenças quanto às consequências do abuso entre rapazes e raparigas. Segundo a Organização Mundial deSaúde se as vítimas forem rapazes, então existe uma probabilidade de se tornarem agressores, podendo repetir os mesmos comportamentos a que foram sujeitos, “… uma grande percentagem de abusadores afirmam também já terem sido vítimas.” (Salter, 2003).

“Segundo o relatório de peritos da UNESCO, em Paris a 18 19 de Janeiro de 2000, sobre abuso sexual e pedofilia “Sexual Abuse of...
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