Absolutismo

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O ESTADO MODERNO E O ABSOLUTISMO MONÁRQUICO




No final da Idade Média o feudalismo entrou em uma profunda crise. A guerra, a fome e a peste desestruturaram a sociedade e a economia.
Nesse contexto, a burguesia, interessada no desenvolvimento do comércio (eliminação dos entraves feudais, unificação da moeda e do sistema de pesos e medidas), apoiou o processo de centralizaçãomonárquica financiando os exércitos nacionais.
No rastro das guerras surgiram Estados fortes nos quais surgiram soberanos absolutistas. Os principais Estados Nacionais modernos foram França, Inglaterra, Portugal e Espanha.




Características do Estado Moderno


• Centralização administrativa: o rei passou a controlar todas as decisões importantes do Estado.
• Soberania: o rei ésoberano nas atitudes relativas ao Estado que governa,substituindo o conceito feudal de suserania.
• Burocracia: o rei era auxiliado na administração do Estado por um amplo funcionalismo.
• Exército nacional: veio substituir a cavalaria feudal para impor as vontades do rei e garantir a integridade do território do Estado, assim como fazer guerras contra Estados vizinhos ou senhoresinsubordinados.
• Delimitação fronteiriça: o rei precisava saber até onde poderia exercer o seu poder.
• Tributação: somente o Estado poderia cobrar impostos da população.
• Exercício da violência: o Estado tomou para si o direito de fazer justiça, reprimindo as formas tradicionais e pessoais de justiçamento (“fazer justiça com as próprias mãos”).
• Uniformização do sistema de pesose medidas: visava facilitar as trocas comerciais, favorecendo o desenvolvimento econômico estatal.
• Uniformização linguística: a língua nacional era necessária para que as pessoas se sentissem parte de um todo coeso.



Teóricos do Absolutismo

• Nicolau Maquiavel (1469-1527): Sua obra mais conhecida “O Príncipe”, foi escrita para a educação de um futuro soberano. Nela argumentouque “os fins justificam os meios”; esse novo princípio ético separou a condição de moral individual da condição de moral pública. Esse posicionamento lhe deu o título de pai da ciência política moderna. Maquiavel foi conselheiro de muitos governantes poderosos de seu tempo.
• Thomas Hobbes (1588-1679): Tem fundamental importância no pensamento político contemporâneo. Seu livro “Leviatã”, éum elogio ao absolutismo, onde o autor destaca o papel do Estado absoluto no aprimoramento social, pois sem Estado “o homem é o lobo do homem”, eternamente dilacerando-se em contendas sangrentas. Ao Estado Leviatã coube a tarefa de impor regras de conduta civilizadas aos súditos, mesmo que para isso tenha de usar de violência (exército ou polícia).
• Jean Bodin (1530-1596): Este autordefendeu a tese da autoridade divina do rei na obra “A República”. Assim, o poder real deveria ser total tanto sobre o Estado como sobre os súditos.
• Jacques Bossuet (1627-1704): pregava que o Estado deveria se resumir a “ um rei, uma lei, uma fé ”. Na obra “Política Segundo as Sagradas Escrituras”. Defendeu que o poder do rei (predestinado) provém diretamente de Deus. Assim, somente Deus tem odireito de julgar os atos reais.
• Hugo Grotius (1583-1645): é considerado o “pai do direito internacional”, pois articulou seu pensamento em torno dos problemas envolvendo as relações entre os Estados absolutistas.


O Absolutismo Inglês

A Inglaterra foi derrotada na Guerra dos Cem Anos em 1453. Essa derrota alimentou as disputas internas e apenas dois anos depois os principaisrepresentantes da nobreza inglesas iniciaram a Guerra das Duas Rosas (1455-1485), entre as família aristocrática de York, cujo brasão trazia uma rosa branca e a família nobre de Lancaster que tinha por símbolo heráldico uma rosa vermelha.
A longa e sangrenta guerra chegou a seu termo em 1485 e deixou como saldo um feudalismo enfraquecido na Inglaterra. Esse fato desencadeou a centralização...
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