Abálise mercadológica

Páginas: 5 (1182 palavras) Publicado: 1 de novembro de 2011
04/06/2011

Classe média: eles querem (e compram) o luxo
Integrantes das classe B e C, com poder aquisitivo em alta, multiplicam as vendas das empresas de luxo no Brasil
Carolina Guerra, de

Thiago Pereira tem 25 anos e trabalha como porteiro em um prédio comercial do Ipiranga, bairro de classe média em São Paulo. Quando sai às compras, faz questão de fugir das marcas mais populares. ArmaniExchange, Sergio K e Colcci, para roupas, e Nike e Puma para tênis estão entre suas preferidas. Outra exigência pessoal é comprar só produtos originais. O salário, na faixa de mil a dois mil reais, parece não ser impeditivo. “Camelô nunca! Compro só produtos de qualidade, que podem até ser mais caros, mas duram a vida inteira”, conta. Sua última ida ao shopping contabilizou 1,3 mil reais emvestuário e outras coisinhas mais. Tal como Thiago, há milhares de outros integrantes da classe média que se tornaram consumidores de produtos que antes eram privilégio apenas dos mais abastados. A transformação dos hábitos de compra no país guarda relação direta com o fenômeno da ascensão social. Segundo informações da consultoria Data Popular, especializada em mercados populares, as classes mais altasrepresentam hoje 16% da população brasileira, enquanto a classe média – que tem renda domiciliar mensal entre 1.015 e 3.384 reais – já responde por mais da metade.Somente este segmento da sociedade, também chamada de classe C, cresceu 10% entre 2002 e 2010. Junto com a elevação do poder aquisitivo, veio o desejo de consumir mais e melhor. É importante lembrar também que, no topo da pirâmide,existem famílias com perfis muito diferenciados e a maioria de seus integrantes pertence à classe B, com renda domiciliar de 3.385 a 6.787 reais ao mês.

Muitos deles são egressos da própria classe C e ajudam a compor o novo público consumidor do luxo. “A classe média tem um potencial de compra gigantesco. E a tendência é só aumentar”, diz Renato Meirelles, diretor da Data Popular. Prova de que oflerte entre o mundo do luxo e as classes populares existe, e veio para ficar, é o fato de que Meirelles participou como palestrante, na semana passada, da última edição do Atualuxo – o principal evento do setor que acontece anualmente em São Paulo. “Nós, que estudamos as classes mais populares, fizemos até uma parceria com a MCF (consultoria especializada no mercado de luxo), para atender marcasque precisam falar com diversos públicos”, acrescenta. O alvo da parceria é a prestação de serviços a bancos, companhias áreas, agências de turismo e outras grandes empresas que vendem tanto aos endinheirados quanto aos que ainda precisam economizar. Afinal, em números, o poder de compra da nova classe média é treze vezes maior que o da elite. Lucro em artigos de menor valor – Neste gigantescomercado da nova classe C, até pouco tempo atrás conhecida pelo desejo reprimido de comprar, os produtos de luxo exercem grande poder de sedução. Estas pessoas não podem pagar por um super carro, mas nada as impede de adquirir bonés, perfumes e peças de vestuário com a marca da montadora. Esta é uma das explicações para que o faturamento da badalada Ferrari seja composto em mais de 60 % por produtossecundários ao carro. Esta fórmula, aliás, consagrou-se no setor, dizem os especialistas. Nos produtos com preços um pouco menores, longe de serem baratos, residem as maiores margens de lucro. Os artigos caríssimos, como os da alta costura, por exemplo, possuem margens reduzidas, mas cumprem o papel fundamental de despertar o anseio consumista das pessoas. “Adoro comprar roupas de marca. Tudo o queeu ganho é para torrar”, diz Fabio Cardamone, de 21 anos, que ganha um salário razoável em uma gráfica. “Em agosto irei à Europa pela primeira vez”, conta ele. Entre suas preferências estão Abercrombie& Fitch e Hugo Boss, além de tentações não resistidas como óculos da Prada e joias da Vivara.

Novo mercado – Para as marcas, alguém como Fabio, que consome no mercado nacional, é motivo de...
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