Ação de indenização danos morais gol

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EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E DO CONSUMIDOR DA COMARCA.













Fulano, brasileira, casada, profissão, portadora do CIC/MF, residente e domiciliada nesta cidade, na rua, vem por seu advogado infra-assinado, com fulcro no artigo 6°, inciso VI da Lei 8.078/90, propor a presente



AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS



em face de GOLTRANSPORTES AEREOS S.A., situada na Praça Senador Salgado filho S/nº, Centro, Rio de Janeiro/RJ , Rua Tamoios, 246, cep 04630-000, JD. Aeroporto – São Paulo – SP nas pessoas de seus representantes legais, bem como, pelos fatos e fundamentos que se seguem.

PRELIMINARMENTE DA COMPETÊNCIA TERRITORIAL




Prima facie cumpre esclarecer que esta exordial é direcionada ao Juizado EspecialCível de Niterói com fulcro no artigo 4°, inciso III da Lei 9.099/95, tendo sido escolhido o foro do domicílio da autora.


Desta forma, a presente é proposta perante este juízo, pois assim faculta o artigo acima mencionado.












DOS FATOS


A autora contratou em, com a empresa ré, a compra de uma passagem aérea (doc. 2), com partida do Rio de Janeiro, a fimde comemorar a aprovação no doutorado de um amigo e o aniversário de outra amiga, ambos residentes em São Paulo. A passagem comprada cobria o trecho de ida e volta até São Paulo, com a partida confirmada para o dia (sexta-feira) e a volta para o dia (domingo).


A comemoração do doutorado realizar-se-ia na sexta por volta das 22h em São Paulo. Não podendo se ausentar do seu trabalho,adquiriram passagens ela e outra amiga para passarem o final de semana em São Paulo na companhia da amiga aniversariante. Contudo, para seu completo desgosto, não foi o que ocorreu.


Ao chegar ao aeroporto do Galeão, por volta das 18h, a autora e sua amiga se depararam com uma fila imensa. Após quase 30 minutos nesta fila e já quando se aproximavam do guichê de atendimento, foramtransferidas para outra fila por uma funcionária da GOL. Decorrido mais um intervalo e quando novamente se aproximavam do atendimento, foram mais uma vez transferidas para outra fila, maior que a anterior, quando finalmente conseguiram o “check-in”. Seguiram então para a sala de embarque, a fim de esperar pelo vôo, até então previsto e confirmado para às 19h30min.


Entretanto, não foi o queocorreu. A autora permaneceu na sala de embarque até às 21h30min, sem receber qualquer satisfação da companhia, dispondo apenas das informações veiculadas nos monitores do salão de embarque, onde constava que o vôo continuava como previsto. Durante esse período, precisou ligar por diversas vezes para São Paulo para informar a aniversariante que não se dirigisse ao aeroporto, pois o vôo encontrava-seatrasado.


Por volta das 22h, foi chamada para embarque e telefonou para sua amiga em São Paulo, informando que o vôo iria decolar e ela poderia, dentro de uns 30 minutos, dirigir-se para o aeroporto. Realizou-se o embarque dos passageiros, com todos os procedimentos necessários, inclusive colocação do cinto de segurança e solicitação para desligar os aparelhos celulares, sendo informadopelo comandante que faltava apenas a autorização para decolagem. Por volta das 23h, com os celulares já ligados novamente e com todos os passageiros ainda dentro do avião, a amiga de São Paulo liga perguntando onde a autora se encontrava, já que no guichê da GOL em Guarulhos, destino final do vôo, a informação passada era de que a aeronave havia decolado do Rio de Janeiro, com pouso previsto emCampinas (interior de São Paulo). A autora informou então a sua amiga de São Paulo que ainda se encontrava no pátio do Galeão, esperando autorização para decolar, devido a problemas de neblina em São Paulo.


Apesar de permitir que alguns passageiros descessem para esperar a autorização no salão de embarque, o comandante do vôo informava que a permissão para decolar poderia vir a qualquer...
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