98798798

2627 palavras 11 páginas
As Formas Elementares de Vida Religiosa.
Autor: Émile Durkeim.

Os estudos sobre a religião representam uma fase madura do pensamento durkheimiano. Em “As Formas Elementares da Vida Religiosa”, Durkheim procede a uma reorientação do seu pensamento e de revisão de todas as suas pesquisas e investigações anteriores. O estudo dos fenômenos religiosos torna-se objeto central da análise durkheimiana, e é nesse momento que podemos perceber uma reorientação em seu método. Ele visava privilegiar dentro do estudo das religiões a pesquisa dos povos primitivos e, dentro deste quadro, o fenômeno religioso em seu substrato mais “puro”, ou melhor, menos influenciado pelo devir humano através da história. Durkheim vê o fenômeno religioso como um primado da consciência coletiva, em detrimento dos seus aspectos morais e materiais. O que significa que o fato moral para Durkheim, a solidariedade entre os indivíduos, deriva (enquanto efeito) da própria estrutura da sociedade, e que a consciência social está estritamente vinculada a uma série de elementos sociais, isto é, a um substrato material. Á medida em que surgem as sociedades, são produzidas representações que lhes são estruturalmente necessárias, o que significa dizer que a ideologia é constitutiva do processo social; por isso, Durkheim tem atração por entender as comunidades primitivas. Acredita que através dessas comunidades seria possível atingir uma compreensão da produção humana a partir de uma fonte muito próxima da originalidade social. Eles também compõem uma totalidade que articula a diversidade dos diferentes níveis sociais. O caráter Moral, portanto, regulador do consenso nos contrapõe imediatamente à ausência deste traço unificador nas sociedades complexas. A religião dessas sociedades primitivas oferece uma lição exemplar de coesão social. As Formas Elementares da Vida Religiosa, pois, instiga a pensar não somente os fenômenos religiosos, mas na temática

Relacionados