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AUTISMO: A DIFÍCIL ARTE DE EDUCAR

Patrícia Schiewe Torres Moreira
Universidade Luterana do Brasil – Ulbra – Campus Guaíba - RS
Orientadora:
Ms. Kléria Isolde Hirschfeld
Correspondência para: patriciatmoreira@terra.com.br RESUMO
O presente estudo refere-se a uma pesquisa de caráter qualitativo e teve por objetivo investigar se é possível desenvolver habilidades sociais em crianças com diagnóstico de autismo, através da Metodologia TEACCH. Para isso, foi utilizado um comparativo entre o instrumento de avaliação utilizado no início do tratamento das crianças e um atual, o Perfil Psicoeducacional
Revisado (PEP-R), que serve para avaliar a idade de desenvolvimento de crianças com autismo ou com outros transtornos da comunicação, dados retirados do prontuário dos pacientes, buscando informações de suas características e também foi observado pela pesquisadora, durante um ano e meio, a rotina das crianças na Clínica que frequentam, o Espaço TEACCH Novo
Horizonte. Ainda no estudo discuto sobre a Atenção Compartilhada e a falha da existência de uma Teoria da Mente nos autistas, mostrando um importante indicador no diagnóstico de autismo. Pode-se observar no resultado da pesquisa o desenvolvimento destas crianças e como adequam-se a uma vida organizada e com rotinas de trabalho, respondendo positivamente ao
Método TEACCH.
Palavras-chave: Autismo, Método TEACCH, Teoria da Mente, Atenção Compartilhada,
Habilidades Sociais

Patrícia Torres Moreira

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Introdução

É sabido que o autismo é um distúrbio de desenvolvimento, com etiologias múltiplas
(ASSUMPÇÃO, 1995), de origem neurobiológica (GILBERG & COLEMAN, 1992 apud BOSA
& CALLIAS, 2000), não tendo nada a ver com problemas na interação mãe-bebê, com fatores ambientais, com vacinas e diversas outras hipóteses já levantadas a respeito da doença.
O autismo é uma doença congênita, não temos o poder de criar filhos autistas, eles nascem
com

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