48109526 Harry Potter E As Reliquias Da Morte

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HARRY POTTER
e as Relíquias da Morte

J. K. ROWLING

HARRY POTTER
e as Relíquias da Morte

Este livro
é dedicado
a sete pessoas
a Neil,
a Jessica,
a David,
a Kenzie,
a Di,
a Anne,
e a você,
que acompanhou
Harry
até o
fim.

Ah, desgraças inerentes à raça!
o grito torturante da morte
e o golpe que atingiu a veia,
o sangramento inestancável, a dor,
a maldição insuportável.
Mas há uma curadentro
e não fora da casa, não
vinda de outros mas deles próprios
por sua disputa sangrenta. Apelamos a vós.
Deuses da sombria terra.
Ouvi bem-aventurados poderes soterrâneos –
Atendei o nosso apelo, socorrei-nos
Favorecei os filhos, dai-lhes a vitória.
Ésquilo, As coéforas

A Morte não é nada além da travessia do mundo, como amigos alémmar, vivem ainda um no outro. Em sua necessidade precisa existir,aquele
amor e vida nos quais são onipresentes. No espelho divino, eles se vêem
frente a frente; e sua conversa é livre, assim como pura. Este é o conforto dos
amigos, que, embora se digam morrer, ainda têm sua amizade e
companheirismo, no melhor conceito, sempre presentes, conquanto imortais.
Willian Penn, More Fruits of Solitude

Capítulo Um

A Ascensão do
Lorde das Trevas
Os dois homenssurgiram do nada, a apenas poucos metros um do
outro na estreita viela iluminada pela lua. Por um segundo permaneceram
imóveis, as varinhas apontadas para o peito um do outro; então,
reconhecendo-se, guardaram-nas sob as capas e começaram a caminhar
energicamente na mesma direção.
– Novidades? – indagou o mais alto dos dois.
– As melhores possíveis – respondeu Severo Snape.
A viela era margeada àesquerda por sarças selvagens e baixas, e à
direita por uma cerca viva bem cuidada. As capas compridas dos homens se
agitavam em seus tornozelos enquanto andavam.
– Pensei que fosse me atrasar – disse Yaxley, suas feições grosseiras
sumindo e reaparecendo de vista conforme os galhos das árvores acima
quebravam a luz da lua. – Foi um pouco mais complicado do que eu esperava.
Mas acho que ele ficarásatisfeito. Você parece confiante de que sua recepção
será boa...
Snape concordou com a cabeça, mas não disse nada.
Viraram à direita, numa larga entrada de automóvel que saía da viela. A
cerca viva fazia a curva com eles, estendendo-se à distância para além do
magnífico portão de ferro batido que barrava a passagem dos homens.
Nenhum dos dois se deteve. Em silêncio, ambos levantaram o braço esquerdonuma espécie de continência e passaram direto, como se o metal escuro fosse
fumaça.
As cercas de teixo abafavam os passos dos homens. Ouviu-se um
farfalhar vindo de algum lugar à direita: Yaxley sacou a varinha novamente,
apontando-a por cima da cabeça do acompanhante, mas viu que a origem do
barulho não era nada além de um pavão inteiramente branco, empertigando-se
majestosamente no topo da cerca.– Ele sempre soube viver, esse Lúcio. Pavões... – Com um bufo de
desdém, Yaxley tornou a guardar a varinha sob a capa.

Ao final do caminho reto, uma elegante mansão surgia da escuridão,
luzes lampejando nas janelas com vidros em losangos do andar de baixo.
Além da cerca, em algum lugar no jardim escuro, um chafariz chapinhava. O
cascalho estalava sob seus pés conforme Snape e Yaxley avançavam emdireção à porta de entrada, que girou para dentro quando se aproximaram,
embora não tivesse sido aberta por ninguém visível.
O hall de entrada era grande, mal iluminado e suntuosamente decorado,
com um magnífico tapete cobrindo a maior parte do chão de pedra. Os olhos
dos retratos pálidos pendurados nas paredes seguiram Snape e Yaxley quando
passaram. Os dois homens detiveram-se em frente a umapesada porta de
madeira que dava acesso ao próximo aposento, hesitaram por um átimo e
então Snape virou a maçaneta de bronze.
A sala de visitas encontrava-se cheia de pessoas silenciosas, sentadas a
uma longa mesa ornada. A mobília usual do aposento havia sido empurrada
descuidadamente contra as paredes. A iluminação vinha do fogo crepitante
existente abaixo de um belo console de lareira feito de...
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