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O impacto ambiental causado pelo garimpo no Brasil
Uma das atividades mais antigas do país se divide entre a sua importância econômica e os danos causados no ecossistema
CATEGORIA: MEIO AMBIENTE24 DE JANEIRO DE 2014 inShare publicado porRedação

Foto: vitrinedotocantins
O garimpo é a forma manual de exploração do solo que tem por finalidade a extração de minerais valiosos. O trabalho é realizado, na maioria das vezes, de forma independente e ilegal, apesar de ser uma atividade normalizada pelo Governo Federal. Essa prática de exploração dos recursos minerais existe desde o século 18 no país e, apesar da massiva ilegalidade e dos grandes impactos ambientais e à saúde do trabalhador, continua em atividade e representa quase 4% do PIB nacional, cerca de R$ 70 milhões por ano.
Para uma melhor compreensão, o garimpo resume-se na retirada de minerais nobres como ouro, prata e pedras preciosas no solo e subsolo das margens dos rios e dentro de grutas. Utilizando recursos baratos, logo, é uma atividade de custo de mão de obra baixo. O garimpo é uma função importante para a economia do país, porém, existe uma série de paradoxos e contradições que envolvem o que diz a constituição e como é praticado.
Os homens do garimpo
O trabalhador que atua nessa atividade chama-se garimpeiro. É ele o responsável por procurar e retirar da natureza o mineral precioso. O garimpeiro, para realizar o trabalho, necessita utilizar metais pesados, como o mercúrio, e explosivos para abrir grutas e perfurações no solo para a escavação manual.
Muitos desses trabalhadores acabam sofrendo com problemas respiratórios, neurológicos e intoxicações causadas pelos componentes químicos manuseados diariamente e também por ficarem expostos a todos os tipos de condições do tempo e do meio.

O garimpo, autorizado pela Constituição Federal, é uma atividade cheia de paradoxos e contradições: contribuiu para a expansão territorial do país, mas às custas da destruição de comunidades indígenas. Hoje,

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