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Escolaridade e emprego no Brasil
A força de trabalho no Brasil, sob o ponto de vista da escolaridade, se encontra ainda em uma posição muito frágil e atrasada em relação a outros países, mesmo latino-americanos. Em média o trabalhador brasileiro possui apenas cinco anos de escolaridade, atrás de Argentina, Uruguai e Chile, apenas para ficarmos na América do Sul. Esta característica, obviamente, coloca limites aos avanços da qualidade e da produtividade, especialmente se considerarmos o conteúdo atual do trabalho, que requer crescentemente, um trabalhador mais preparado e qualificado.
Pesquisa recente do Banco Mundial aponta que, no Brasil, as pessoas com curso superior têm 20% mais chance de obter um emprego, em relação às pessoas que possuem apenas o curso elementar. Além disso, elas têm 38% menos propensão a ficar desempregadas e, quando ficam, conseguem emprego em um período seis vezes menor.
Do ponto de vista da renda também as vantagens da escolaridade no Brasil são óbvias. A remuneração média cresce à medida que cresce a escolaridade. A diferença do salário médio entre os trabalhadores analfabetos, e aqueles que têm curso superior completo, é de 4,5 vezes entre os admitidos no mercado de carteira assinada no Brasil. Entre os desligados do emprego essa diferença é ainda maior (5,3), o que também revela que as empresas estão substituindo, no processo de rotatividade, mão-de-obra mais cara por mais barata.
As dificuldades para inserção no mercado de trabalho, para quem tem pouca ou nenhuma escolaridade, são crescentes. As exigências de maior escolaridade vêm aumentando ano a ano, como mostra o perfil educacional dos admitidos no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego. Em 2002, 55,5% do pessoal admitido tinha até a 8ª série completa. Esse, percentual cai para 52,91% em 2003 e, em 2004, atingiu 50,09%. Nas faixas de menor escolaridade a queda foi ainda maior. Por outro lado, aumentaram as chances de quem tem maior

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