31 Teses insurrecionalistas

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Título original: Questiones de organización. 31 tesis insur reccionalistas. Publicado por Ediciones Piratillas, Alicante, em 2001. Retirado da página da Internet de Palabras de Guerra em 2006. Tradução e edição: raividições, em 2006. Revisto em 2007. Textos já publicados: - Alfredo M. Bonanno, A tensão anarquista. - Alfredo M. Bonanno, O prazer armado. - Bob Black, A abolição do trabalho. - SashaK., O acto insurreccional e a auto-organização da luta. - Wolfi Landstreicher, A rede de dominação - análises anarquistas das instituições, estruturas e sistemas de dominação e exploração para serem debatidas, desenvolvidas e postas em prática. - Wolfi Landstreicher, Auto-organização autónoma e intervenção anarquista: uma tensão na prática. - Wolfi Landstreicher, Da política à vida - livrando aanarquia do fardo esquerdista. - Wolfi Landstreicher, Pensamentos bárbaros. Sobre uma crítica revolucionária da civilização.

Questões de organização. 31 teses insurreccionalistas.
[livro anónimo]

raividições
raiva.pt.vu raividita@yahoo.com
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XXXI. Há que distinguir entre movimento autónomo, como prática autónoma do proletariado, e organização autónoma, como estrutura ideologizada quepretende suplantar o movimento, mistificando-o e esvaziando-o de conteúdo. A ideologia não é autónoma, está sujeita às suas próprias limitações, é falsificação da realidade. Somente a crítica e a acção podem ser autónomas. Epílogo O exposto nestas teses não trata de expressar o desejo de um modelo organizativo. Trata de indagar, desde a crítica, as linhas gerais que ajudem a superar o estadoactual das coisas. Como se disse, não é um catecismo. Existem formas díspares de actuar e fazer e diversos caminhos que tomar, sendo impossível pré-estabelecê-los sem cair em ficções ideológicas. Mas, se é verdade que existem formas díspares de actuar e diversos caminhos para experimentar, apenas existe um para o não fazer, e esse já o conhecemos.

Anti-copyright

Outono de 1999

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19 encobertos sempre nas suas asfixiantes dinâmicas. XXVI. Os movimentos sociais autónomos são organismos populares que respondem a necessidades sentidas. Desenvolvem-se à margem dos aparatos de recuperação do Poder, manifestando-se nas práticas da auto-gestão e da acção directa. XXVII. Os movimentos sociais autónomos surgem como negação de aspectos concretos e quotidianos da exploração capitalista. Oseu objectivo é destruir esse aspecto, atacar um aparato do Poder. Consequentemente, têm um limite no espaço-tempo. XXIX. A criação de situações insurreccionais difusas por parte dos movimentos autónomos, a sua conexão, coesão, amplificação e radicalização transforma os momentos efémeros de revolta em momentos de evolução e auto-gestão generalizada. Os movimentos autónomos transformam-se, pela viainsurreccional, em movimento revolucionário. XXX. Os movimentos sociais diferem dos movimentos sociais reformistas, sendo que estes últimos baseiam a sua acção na reivindicação parcial, a qual não nega a dominação capitalista, simplesmente exigem desta uma cessação de poder, um serviço concreto insatisfeito. Na prática, não é fácil diferenciar entre um e outro e é a sua própria evolução, em muitoscasos, e as circunstâncias que os envolvem o que nos dará as chaves para o seu reconhecimento.

Aos companheiros presos da guerra social e muito especialmente àqueles que, além de sofrer a prisão, têm que suportar toda a verborreia dos ideólogos pseudo-revolucionários que desejariam submetê-los às suas próprias limitações.

Prólogo O texto que se segue pretende retomar o debate sobre aorganização desde uma perspectiva anarquista. Tema antigo, sempre presente, nunca terminado, ainda que haja tenha encontrado a certeza neste ou naquele modelo. Não te iludas, não encontrarás nas páginas que se seguem nenhuma novidade (maldita palavra de marketing) - já no século passado se debatia em termos semelhantes - nem tão pouco receitas mágicas que nos poupem o esforço de pensar e actuar,...
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