20 Anos para ficar rico

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  • Publicado : 16 de maio de 2011
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Está em curso um fenômeno novo para o país: o amadurecimento em massa da população. Mas é preciso correr, pois a janela de oportunidades tem data para fechar.



Fonte: revista exame
Essa necessidade faz com que as escolas constituam um mercado que evidentemente está entre os que mais proliferam atualmente no Brasil. De acordo com a Euromonitor, esse setor deve crescer quase 10% aoano no Brasil até 2020, quando alcançará 400 bilhões de reais. A expansão tem atraído investidores estrangeiros principalmente para atuar no ensino superior.
O grupo americano DeVry chegou ao país há três anos. Instalou-se na Região Nordeste e já conta com 14 000 alunos em suas quatro unidades. “Enxergamos uma grande oportunidade no mercado brasileiro de educação”, diz Carlos Filgueiras,presidente do braço local do DeVry. “O potencial de crescimento é muito grande. Hoje, apenas 30% dos jovens brasileiros entre 18 e 22 anos estão na faculdade. Na Grécia, o índice é de mais de 90%.” De acordo com ele, o efeito do bônus já é perceptível, mas poderá ser mais intenso porque as classes C e D estão começando a ter acesso às universidades. “Isso deve impulsionar o setor nos próximos anos”,diz.
Em 2030, prevê-se que haverá apenas 2,4 pessoas por residência. O operador logístico mineiro Lando Tavares, de 34 anos, comprou seu primeiro apartamento há aproximadamente um mês.

Uma população mais velha traz também mudanças em termos de objetos de desejo. Um segmento crescente é o formado por homens e mulheres maduros e com dinheiro para gastar. O envelhecimento costuma tornar osconsumidores mais exigentes. Para as montadoras de automóveis, isso deve produzir uma alteração na demanda. A participação de veículos maiores e mais equipados deverá crescer consideravelmente nos próximos anos, com alta nas vendas de sedãs médios e modelos de luxo. “Eles devem tomar parte do mercado dos populares”, afirma Stephan Keese.

Em 2020, a participação dos populares deve cair para 63%,enquanto a dos médios subirá para 20%. O mercado de carros de luxo também deve dobrar, para mais de 50 000 unidades por ano.


Fonte: Google imagens

Foi uma evolução que se estendeu ao início do século 20, com a redução da mortalidade infantil e a expansão do acesso a serviços médicos e educação. O impulso inicial, de ampliação das populações, depois foi contido com a queda da natalidade.Na Ásia, excetuando o Japão, os avanços na qualidade de vida da população chegaram após a segunda grande guerra. Mas, com as tecnologias e os conhecimentos já disponíveis, a adoção de melhorias foi intensa, o que gerou uma transição rápida. Em países como Coréia do Sul, China, Singapura, Hong Kong e Taiwan, a mudança demográfica iniciada nos anos 60 gerou uma ampliação da força produtiva queserviu de base para a decolagem das economias.

A transformação que se viu em três décadas fez os países merecerem o apelido de Tigres Asiáticos. Um estudo realizado pelos pesquisadores David Bloom e Jeffrey Williamson, da Universidade Harvard, concluiu que o bônus demográfico gerou um terço do crescimento dos tigres entre 1965 e 1990. “A mudança no perfil da população foi determinante para omilagre econômico asiático”, afirma Bloom.




O estudo mostra que, durante a transição, a massa local de trabalhadores cresceu a um ritmo de 2,4% ao ano, enquanto o crescimento total da população era de 1,6%.


Fonte: Google imagens

Os Tigres da primeira leva instituíram padrões de vida de Primeiro Mundo à sua população, inclusiveno setor educacional, e os salários cresceram acima da produtividade, chegando a um aumento de quase 400% na Coréia do Sul, no período de 1985 a 1995.

Além dos Tigres Asiáticos destacam-se hoje no mundo as economias chamadas de emergentes como Brasil, Índia e México. Nesses países encontramos um razoável parque industrial, um mercado consumidor também com razoável poder de compra, grande...
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