1) O leitor tem direito de interpretar o texto como quer?

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  • Publicado : 26 de março de 2012
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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA VIRTUAL
Disciplina: Leitura e Produção de Textos
Professor: Raimundo Teles
SISTEMATIZAÇÃO
Unidade 1
ORIENTAÇÕES GERAIS
* Antes de dar início à sistematização, sugerimos que faça uma reflexão sobre o seu processo de aprendizagem no decorrer desta unidade.
* Procure resgatar e assinalar quais conhecimentos foram ampliados: teorias, conceitos,classificações, aplicações, autores. Mencione as informações novas e em que contribuíram para aumentar sua bagagem intelectual.
* Você poderá utilizar citações curtas do conteúdo estudado nesta unidade, extraindo-as do próprio texto de conteúdo, das leituras complementares e/ou dos sites externos. Entretanto, tais citações devem vir entre aspas e com indicação do autor e da página de onde foramretiradas. Trechos que não são de nossa autoria devem vir entre aspas.
ATIVIDADE: PRODUÇÃO DE TEXTO
Leia o texto:
EDUCAÇÃO BASEADA EM PALPITES
Cláudio de Moura Castro

"Ou seja, nossos alunos estão aprendendo a ler com alguns professores que não são capazes, eles próprios, de decifrar com rigor um texto”.

Imaginemos que tenho uma teoria sobre nutrição e que esta desemboca na minha dietapara emagrecer. Se, pisando na balança, descubro que meu peso aumentou, posso até continuar insistindo na excelência da minha teoria e afirmando que a balança não interessa. Mas, na lógica da ciência, minha teoria está errada – salvo enguiço da balança.
Em um ensaio anterior, defendi a ideia de que as decisões em educação deveriam ser respaldadas pela evidência científica que possa existir naárea. As palavras encantadas dos gurus e as impressões pessoais devem ser confrontadas com o mundo real. É como no exemplo acima, em que as minhas teorias nutricionais são checadas pela balança. Precisamos de teorias e interpretações, mas, se não têm correspondência com a observação da realidade, elas não sobrevivem.
Recebi muitos e-mails louvando a ideia de que era saudável olhar a evidência.Contudo, um número alarmante de professores, como sugerem seus e-mails, pensa de modo diferente. Para eles: 1) Não é olhando a evidência que se decide entre o certo e o errado. Esta pode ser olimpicamente ignorada, sendo um desaforo questionar as verdades reveladas. 2) O que está escrito no texto não é considerado. Portanto, tiram conclusões, assestam ataques e dirigem vitupérios ao que acham haver sidodito mas que, na realidade, não está escrito. O alvo principal das indignações é o que consideram ser as minhas "opiniões" contra os professores.
Várias mensagens rejeitam, mais ou menos assim, uma afirmativa que eu teria feito: "O Claudio acha que os professores sem diploma de professor são melhores do que os com diploma". Argumentam que a sua opinião é certa e a minha, errada.
Vejamos ume-mail representativo: "...fiquei indignada ao saber que alguém pode pensar que professores formados em pedagogia possam atuar menos em sala de aula em relação a outros formados em outras disciplinas. Quem conhece o processo ensino-aprendizagem das séries iniciais (...) jamais poderia fazer tal afirmação. A avaliação citada (do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, Saeb) não pode servirde parâmetro para qualquer julgamento sobre a qualidade da Educação".
Contudo, rejeita-se o que eu não disse! Escrevi o seguinte: nas tabulações do Saeb, "os alunos de professores que cursaram magistério ou pedagogia têm notas piores do que os de professores que têm diploma superior em outra carreira". O trecho é a mera leitura de uma tabela. Portanto, não é minha "opinião". Digo em seguida:"Aprende mais quem aprende com quem não é professor? Não sabemos ao certo". Veja-se que a interpretação é apresentada na forma de uma pergunta, convidando a um esforço de entender o porquê de um resultado tão antiintuitivo. (O presente ensaio não é propriamente sobre educação, mas sobre como entender o mundo. Portanto, não entro aqui nas explicações cabíveis).
Nega-se a ideia de que encontramos...
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