1 Capitulo o gene egoista(resenha)

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  • Publicado : 23 de outubro de 2012
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CAPÍTULO 1  PORQUE AS PESSOAS EXISTEM?
No "Capítulo 1  Porque as pessoas existem?", Dawkins afirma que a vida inteligente de um planeta atinge sua maioridade no exato momento em que há a compreensão, pela primeira vez, da razão de sua própria existência.
Continuando, o autor declara que, a despeito de já existirem há mais de 3 bilhões de anos, os seres vivos não tinham a menor idéia do"Porque". Ai, finalmente, a verdade surgiu para um deles: seu nome era Charles Darwin.
Para Dawkins, foi Darwin quem, pela primeira vez, construiu e apresentou uma explicação coerente e convincente da razão de nós existirmos, apesar dos esforços de outros para expor essa idéia.
O autor afirma que sua obra não é uma defesa geral do Darwinismo, e sim uma proposta para explorar as conseqüências da Teoriada Evolução em relação a um problema específico, especificamente a biologia do egoísmo e do altruísmo.
A importância humana dessa questão torna-se obvia, já que toca de perto todos os aspectos de nossa vida social. Dawkins cita autores que estudaram a mesma temática, como Lorenz, Audrey e Eibl-Eibesfeldt. Mas o autor afirma que o enfoque desses autores estavam total e completamente equivocados,já que eles propuseram que o importante na evolução é o bem da espécie (ou grupo). Dawkins declara que o que realmente importa é o bem do individuo (ou do gene).
Nesse ponto, Dawkins explica o tipo de argumentação que sustenta sua obra. Para ele, nós e todos os animais somos maquinas criadas pelos nossos genes. Nossos genes sobreviveram num ambiente altamente competitivo. Ao esperarmos que essesgenes tenham algumas qualidades, a qualidade predominante de um gene bem sucedido tem que ser, obrigatoriamente, o egoísmo implacável. Em circunstâncias especiais, um gene pode atingir seus próprios objetivos egoístas cultivando uma forma limitada de altruísmo.
Para Dawkins, amor universal e bem-estar da espécie são conceitos que não fazem o menor sentido do ponto de vista evolutivo.
Desse pontoem diante, o autor se ocupara de explicar o que esse livroé e o que ele não é.
Seu primeiro esclarecimento é que não irá advogar uma moral baseada na evolução. Não é a forma como os seres humanos deveriam evoluir moralmente, mas sim como simplesmente evoluíram. Particularmente, acredita que uma sociedade baseada no egoísmo seria intolerável. Por mais se seja desagradável, infelizmente éexatamente assim que as coisas funcionam.
Um aviso importante: se o leitor deseja, assim como o autor, construir uma sociedade com indivíduos que cooperem para o bem-estar comum, melhor não contar com uma ajuda significativa por parte da natureza biológica. Então o leitor terá que ensinara generosidade e o altruísmo, já que nascemos egoístas.
Dawkins afirma que é um erro supor que os traçosgeneticamente herdados sejam fixos e inalteráveis. Os genes podem nos ensinar a sermos egoístas, mas não somos necessariamente forçados a obedecê-los, por toda a vida.
Ressalta também que somente o homem é dominado de uma maneira muito singular pela cultura. Afirma que é opinião de alguns que a importância da cultura é tão grande que os genes são irrelevantes para se compreender a natureza, enquanto outrosdiscordam dessa opinião. Tudo é uma questão de como ou onde nos situamos no debate "natureza versus cultura". E aí surge o segundo esclarecimento sobre o que este livro não é: ele não defende um ou outro argumento nessa controvérsia. O autor tem sua própria opinião sobre essa questão, mas prefere expô-la mais à frente, em outro capítulo.
Dawkins sugere ainda uma questão importante: se os genes sãoirrelevantes para se determinar o comportamento, e se realmente somos os únicos, dentre os animais, em que isso acontece, porque nos tornamos a única exceção? E se nossa espécie não for tão excepcional como se acredita, essa questão torna-se ainda mais importante.
Surge então o terceiro esclarecimento: a obra em questão não é um relatório sobre comportamento, do homem ou de qualquer outra...
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