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  • Publicado : 16 de abril de 2013
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3 questão Com razoável frequência tomamos conhecimento de casos de preconceito, assédio, e discriminação no trabalho. O gênero, a cor, idade e a orientação sexual são algumas das características pessoais que geralmente estão presentes nesses casos.

Para ajudar a compreender muitas dessas histórias a noção de estereotipagem é importante.

Apesar da péssima fama, o estereótipo é resultante do(ou pelo menos apóia-se sobre o) processo natural de conhecer. O processo de construção de conhecimento humano pressupõe a criação de categorias relativamente estáveis compostas de certas de características.

Para conhecer é essencial que criemos padrões abstratos e identifiquemos suas correspondências na realidade. Assim podemos lidar com a complexidade do real: ora associamos mais elementos aum categoria, ora modificamos ou criamos uma categoria para incorporação de elementos novos, desconhecidos.

O problema acontece quando tornamos rígidas as nossas categorias conceituais. Tal fato pode servir a diversos propósitos. A rigidez de uma categoria está na base da formação do estereótipo.

Mais especificamente, o problema começa a surgir quando formamos idéias acerca de um determinadogrupo de pessoas (mulheres, médicos, homossexuais, bombeiros, etc.) bastante simplificados. Boa parte dos estereótipos que construímos são repletos de aspectos negativos e funcionam como matrizes identitárias.

Contudo, a essência problemática do estereótipo está precisamente que no fato de que nos utilizamos dele – esse esquema cognitivo disfuncional – como fonte primordial para análise darealidade social.

Ou seja, as consequências são profundamente negativas quando resolvemos economizar esforços cognitivos e acreditar que, por exemplo, conhecemos uma pessoa em sua plenitude apenas pelo fato desta pertencer a uma determinada categoria (Ex.: gênero, grupo profissional, etc.).

No exemplo acima o que acontece é que eu atribuo automaticamente a uma pessoa as características quejulgo constituir a essência do grupo ao qual ela pertence. Para piorar, essa atribuição passa a influenciar a minha interpretação acerca dos atos de um integrante de determinado grupo. Geralmente essa influência passa despercebida e acredito que minha interpretação é isenta de qualquer viés.

Um exemplo: Um sujeito acredita que advogados são, em geral, "oportunistas”. Essa crença é uma das colunasde sustentação do estereótipo que o tal sujeito construiu em relação a esse grupo/categoria. Para que isso faça sentido, projeto uma aura de homogeneidade sobre um grupo de pessoas (Advogados) que, na realidade, é absolutamente complexo e diverso. Ao conhecer um advogado ele tende a perceber o que há de “oportunismo” em suas ações. E quem procura...acha.
Um dos estereótipos mais conhecidos é o degênero. Desde cedo aprendemos que mulheres “funcionam” de um jeito e homens “funcionam” de outro. Aprendemos que é “normal” que uma mulher seja assim e que é normal que um homem seja “assado”. Essas idéias estão fortemente presentes e ilustradas no dia-a-dia de qualquer organização de trabalho.

São muitos os estudos que evidenciam a desigualdade entre homens e mulheres no trabalho. Apresentoaqui alguns dos resultados sintetizados por York et al (2008):

- Em 1988, Buttner e Rosen verificaram que uma população de bancários (em atividade de empréstimo e financiamento) atribuíam mais a homens características de personalidade associadas ao conceito de empreendedorismo.

- No mesmo ano, um estudo de Dobbins mostrou que um grupo de avaliadores com estereótipos tradicionais de gêneroforneciam avaliações de desempenho menos precisas para mulheres do que um outro grupo de avaliadores.

- Em 1993, um outro estudo mostrou que os escores de desempenho eram significativamente menores para mulheres grávidas.

- Snipes, em 1998, encontrou que as percepções de recrutadores acerca do futuro desempenho do candidato (a um emprego) eram mais favoráveis a homens que a mulheres

- Um...
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