Ética e moral na prostituição

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SERVIÇO SOCIAL

ROSE MARIE DE AGUIAR BELINSKI P. SANTOS
MARIA APARECIDA ALVES GOMES
WILZA ALEXANDRE ARAUJO DA SILVA

ÉTICA E MORAL NA PROSTITUIÇÃO

Itaquaquecetuba
2011

Rose Marie de Aguiar Belinski Pires dos Santos
Maria Aparecida Alves Gomes
Wilza Alexandre Araujo da Silva

ÉTICA E MORAL NA PROSTITUIÇÃO

INTRODUÇÃO

A Ética e a Moral na Prostituição

PROF.CLAUDIO BARTOLOMEU LOPES

Itaquaquecetuba, 12 de abril de 2011

RESUMO

Este trabalho procura apresentar como são definidos os conceitos de ética e moral dentro da prostituição. O que as profissionais do sexo consideram ético e moral.
Apesar de ser considerada uma profissão imoral dentro dos padrões morais da sociedade brasileira procuraremos mostrar como se dá o processo de “escolha devalores” dessas mulheres que optaram por trabalhar como profissionais do sexo apesar do preconceito e da discriminação e abandono da família. Quais são os seus objetivos e justificativas para tamanho enfrentamento.
Para tanto buscou-se ouvir das próprias profissionais através de entrevistas realizadas em seus locais de “trabalho” quais são seus planos, sua educação, seus sonhos e conquistas dentroda profissão, como vivem e se defendem do preconceito. Isto nos proporcionou a oportunidade de conhecer esse mundo tão estigmatizado e condenado alterando por completo a visão a respeito das profissionais muito embora não tenha alterado o conceito moral dentro da regra de valores construída no decorrer de nossas vidas.

INTRODUÇÃO

Para religiosos, juristas, donas de casa, paisexemplares e a grande maioria da sociedade a Prostituição é vista como conduta inadequada, imoral e desonesta. Muitos são os estudos e pesquisas realizadas sobre o assunto porém juridicamente não pode ser proibida. A prostituição, desde que adulta e consentida, de fato não prejudica ninguém. A palavra “consentida” é fundamental, pois é a diferença entre a normalidade e o crime de estupro. À luzda ética ou moral, não há qualquer transgressão.
Para o Promotor de Justiça da Infância e da Juventude do Ministério Público do Estado de São Paulo Luiz Antonio Miguel Ferreira muitos são os motivos que conduzem o individuo à prostituição como desemprego, consumismo, ausência de valores, a busca desenfreada de suas vontades e necessidades materiais, deixando de lado aspectos éticos evalores morais (www.pjpp.sp.gov.br/2004/artigos/30.pdf)
Mas, o que pensam essas profissionais à respeito desses temas? Como elas convivem com a família, as drogas, a ética e a moral dentro da sua profissão?
Antes de mais nada precisamos conhecer o Processo Sócio histórico sobre a tal falada “profissão mais antiga do mundo” para que possamos formar nosso conceito sobre essaprofissão e sobre as profissionais dentro do aspecto ético e moral.

DE DEUSAS À ESCÓRIA DA SOCIEDADE

As prostitutas nem sempre foram vistas como hoje. As meretrizes como ficaram conhecidas, eram mulheres admiradas por sua inteligência e cultura e manter relações sexuais com essas mulheres proporcionava ao homem poder e respeito.
Na Babilônia antiga as prostitutas eramconsideradas semi-divindades: aos seus pés os homens ofereciam caras oferendas trazidas pelas prostitutas aos templos religiosos.
Na antiguidade eram símbolo de fertilidade, diferenciavam-se das esposas dóceis e submissas, e tinham o papel igual ao do homem em sua posição social e independência.
Na Grécia antiga tinham grande poder político e econômico através de sua influência verbalpois eram respeitadas e consultadas. Dessa forma conseguiam influenciar grupos políticos a mudarem de posição.
Com a chegada do Cristianismo elas são proscritas pois seus atos são considerados impuros e injustos.
Os homens começaram a tomar consciência do seu papel masculino quando as sociedades matriarcais começaram a ser questionadas pelos Filósofos, a Nobreza e a Igreja...
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