Ética, estética e alteridade

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THEODOR W. ADORNO

TEORIA ESTÉTICA

Título original: Asthetische Theorie

edições 7O

© Suhrkamp-Verlag Frankfurt am Main, 1970 Tradução de Artur Morão Capa de Edições 70 Depósito legal n.° 72 907/93 ISBN 972-44-0671-7 Direitos reservados para a língua portuguesa por Edições 70, Lda. EDIÇÕES 70, LDA. — Rua Luciano Cordeiro, 123 - 2.° esq.° — 1000 LISBOA Telef. 3158752 Fax: 3158429 Estaobra está protegida pela Lei. Não pode ser reproduzida, no todo ou em parte, qualquer que seja o modo utilizado, incluindo fotocópia e xerocópia, sem prévia autorização do Editor. Qualquer transgressão à Lei dos Direitos de Autor será passível de procedimento judicial.

ADVERTÊNCIA

Adorno/ Theodor W Iforia estética 11l,832/A241t
(145938/98)

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A presente tradução segue asegunda edição do texto alemão, preparada por Gretel Adorno e Rolf Tiedemann. Como se sabe, Th. W. Adorno não teve tempo, devido à sua inesperada morte em 1969, de dar ao texto o tratamento e a ordenação adequados, embora fosse essa a sua intenção. Juntamente com a Dialéctica Negativa e outra obra de filosofia moral, que nunca chegou a ser concretizada, a Teoria Estética comporia um tríptico centralna produção de Adorno. O que ficou reúne partes mais antigas e outras mais recentes, visto que o seu ensino de estética se estendeu ao longo dos anos cinqüenta e sessenta. Esse caracter fragmentário e inacabado explica a textura do livro, a sua escassa organização e a sua incidência, por vezes, repetitiva. Mas, a riqueza de conteúdos e de idéias, a amplidão do horizonte e a variedade dos temascompensam o lacunoso tecido do discurso interrompido pela morte. Por outro lado, Adorno não é fácil: autor mais intuitivo do que lógico, aforismático e subtil, possui, além da terminologia específica derivada do idealismo alemão e do marxismo, um modo de dizer que não é imediatamente apreensível, mas bastante elíptico. Na tradução, procurou-se a todo o custo conservar o tom adorniano: daí, afidelidade assás literal, sem descurar, porém, o caracter próprio da língua portuguesa. Um certo preciosismo no emprego por Adorno de palavras estrangeiras foi preservado: expressões francesas, gregas, inglesas e outras aparecem em itálico na versão proposta. No final do volume, as menos compreensíveis aparecem em índice, com o respectivo sentido. Houve ainda o cuidado de apresentar um glossário dostermos alemães mais relevantes na linguagem de Adorno, com a tradução adoptada ao longo do texto português. Se isso se fez, foi na esperança de ser fiel a um pensamento crítico e empenhado e de realizar um trabalho sério e verdadeiramente cultural, que não desiluda o leitor.

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Na presente reedição da Teoria Estética, enquanto não se fizer uma revisão de fundo da tradução, optou-se por separar asecção a que o compilador alemão deu o título de «Paralipómenos» e que será de novo publicada em separado, mas já inteiramente revista. Engloba parágrafos soltos, esboços de introdução, pequenos desenvolvimentos, que Adorno não chegou a inserir no corpo principal do texto, aliás também inacabado no seu todo. A tal se deve, de facto, a ausência nela de capítulos e de outras divisões habituais numaobra escrita - o que transforma a Teoria Estética num imenso e compacto bloco, quase inacessível a leitores sem paciência. Trata-se, nesta separação, de uma medida de comodidade - aliás, já há anos tomada igualmente numa edição francesa -, mas que não altera ou desfigura o caracter cerrado do opus magnum de Adorno. Artur Mor ao Tornou-se manifesto que tudo o que diz respeito à arte deixou de serevidente, tanto em si mesma como na sua relação ao todo, e até mesmo o seu direito à existência. A perda do que se poderia fazer de modo não reflectido ou sem problemas não é compensada pela infinidade manifesta do que se tornou possível e que se propõe à reflexão. O alargamento das possibilidades revela-se em muitas dimensões como estreitamento. A extensão imensa do que nunca foi pressentido, a...
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